Virar qual página?

O Presidente pediu um “virar de página”. O País cumpriu: o governo pediu um parecer sobre o voto, Costa quis falar de corrupção, em Tancos não se passou nada de relevante e os tribunais aceitam Bolonha, desde que não se aplique aos magistrados.

O inimigo interno

O dique criado e mantido por Paulo Portas que durante anos travou o renascimento e crescimento da extrema-direita rebentou. As autárquicas serão a confirmação desse facto. Na noite de 26 de setembro, o melhor é contenção nos festejos.

O homem que não quer ser PM

Rui Rio parou no tempo, em dezembro de 2001, quando ganhou a Câmara do Porto a Fernando Gomes. Já passaram 20 anos, mas o líder do PSD ainda não percebeu que o País mudou. Hoje, não há líder da oposição. Há, isso sim, um primeiro-ministro que joga sozinho.

Welcome to bandalheira

Quando convidamos um casal com filhos para passar lá por casa e o puto deles nos parte o comando da TV, dizemos que “está tudo bem”. Se for o nosso, leva um raspanete e, talvez, uma bofetada. No fundo, foi isto o que se passou na final da Champions.

Salvo o devido respeito

A liberdade de expressão tem sido capturada ao sabor das conveniências conjunturais. É crime um deputado chamar “bandidos” a um grupo de cidadãos, mas é aceitável um polícia apelidar o mesmo deputado de “aberração”.

O negacionismo na Justiça

As decisões judiciais contraditórias, as suspeitas nos concursos, as avaliações - tudo isto decorre de um problema central na Justiça a que o poder político tem, sistematicamente, fechado os olhos: a opacidade e o desrespeito total pelos cidadãos.

Os paradoxos criados por Ivo Rosa

Durante anos, muita gente andou a bater à porta errada: afinal, segundo o juiz, o “dono disto tudo” era Carlos Santos Silva e não Ricardo Salgado. A narrativa de Ivo Rosa permite outra conclusão: Zeinal Bava foi um “totó” quando devolveu 17 milhões de euros.

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