Publicado despacho que cria grupo de trabalho para prevenir mutilação genital feminina
Grupo funcionará durante cerca de seis meses (182 dias), devendo apresentar então ao Governo "um relatório sobre os resultados dos trabalhos desenvolvidos".
O despacho que cria o Grupo de Trabalho temporário para a prevenção e o combate a práticas nocivas, como a mutilação genital feminina, os casamentos infantis e os crimes de honra, foi publicado esta quarta-feira em Diário da República.
"A coordenação do Grupo de Trabalho é da responsabilidade da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), que assegura o apoio logístico e administrativo necessário ao funcionamento do mesmo, incluindo a convocação e condução de reuniões", indica o despacho da secretária de Estado Adjunta e da Juventude e da Igualdade, Carla Maria de Pinho Rodrigues.
Tendo como missão "apresentar ao membro do Governo responsável pela área da igualdade propostas e recomendações destinadas ao reforço da prevenção, proteção, intervenção e monitorização dos fenómenos associados aos casamentos infantis, precoces e forçados, à mutilação genital feminina e aos crimes de honra", o grupo funcionará durante cerca de seis meses (182 dias), devendo apresentar então ao Governo "um relatório sobre os resultados dos trabalhos desenvolvidos".
Além de avaliar a adequação da legislação, o grupo pode analisar a articulação entre os vários setores envolvidos, identificar necessidades de formação e "propor campanhas de sensibilização e estratégias de prevenção dirigidas às comunidades afetadas, profissionais e público em geral".
A partir de quinta-feira e no prazo de 10 dias serão designados os membros do grupo que inclui representantes da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), da Procuradoria-Geral da República, das forças de segurança, da Direção-Geral da Saúde, do Instituto da Segurança Social e da Comissão Nacional para os Direitos das Crianças e Jovens, entre outras entidades.
Integrarão também o Grupo de trabalho cinco outras pessoas em representação da sociedade civil, como Beatriz Imperatori, da UNICEF Portugal, e Vanessa Lopes, da Rizoma Associação.
Segundo o despacho, o grupo pode ainda solicitar a colaboração ou consultar outras pessoas, que como os seus elementos não terão direito ao "pagamento de qualquer remuneração ou abono pelo trabalho desenvolvido".