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Papa alerta para dificuldade dos Estados no controlo de gigantes privados de IA

Lusa 28 de agosto de 2026 às 15:36

Líder da Igreja Católica advertiu também contra o risco de sacrificar o bem comum em prol de interesses privados.

O Papa alertou esta sexta-feira para as dificuldades que os Estados enfrentam para controlar a concentração da Inteligência Artificial (IA) nas mãos das grandes corporações tecnológicas.

Papa Leão XIV apela ao fim da violência contra civis palestinianos na Cisjordânia AP

O líder da Igreja Católica advertiu também contra o risco de sacrificar o bem comum em prol de interesses privados.

Durante uma audiência no Vaticano com membros do Instituto Internacional de Ciências Administrativas, que participaram numa conferência em Roma, Leão XIV pediu que se mantenha o equilíbrio na utilização das tecnologias digitais e que se dê prioridade à ética e ao bem comum em detrimento dos interesses comerciais.

"É importante estabelecer um certo quadro ético para orientar a utilização destas importantes ferramentas, que, infelizmente, estão concentradas nas mãos de grandes atores económicos e tecnológicos, e que o Estado tem dificuldade em controlar", afirmou.

Por isso, pediu ações de modo a que "o bem da família humana não seja sacrificado em prol de interesses privados".

"A velocidade com que as inovações relacionadas com a IA se estão a desenvolver leva-nos a questionar se, no futuro, estas máquinas serão controláveis, se a humanidade não corre o risco de se tornar vítima das próprias invenções", declarou.

Para o Papa, "um dos problemas graves da atualidade é a constatação de que as decisões sobre a vida humana estão a ser confiadas a máquinas".

Leão XIV insistiu que não se pode ignorar esta realidade "que afeta profundamente o modo de vida e permeia todos os níveis da vida social".

Perante o que descreveu como uma "situação preocupante", Robert Prevost defendeu "a natureza insubstituível da inteligência humana face a estas ferramentas tecnológicas" e realçou que o trabalho dos especialistas pode "ajudar as autoridades a tomar decisões nesta área para o bem da humanidade".

Por fim, encorajou os participantes na conferência em Roma a continuarem a trabalhar em prol da administração pública para alcançar "a humanização das tecnologias digitais, para que sirvam a vida e a paz".

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