Testes de vacina contra a covid-19 em animais com sucesso nos EUA

Cátia Andrea Costa 03 de abril de 2020

Um pequeno adesivo do tamanho de um dedo com 400 microagulhas, feitas de açucares e proteínas, foi colocado em ratinhos de laboratório que criaram anticorpos em duas semanas. Investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh aguardam autorização para testes em humanos.

Investigadores de todo o mundo correm contra o tempo para conseguir descobrir uma vacina contra o novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil. E se a solução estiver não numa agulha, mas num pequeno adesivo do tamanho de um dedo com 400 microagulhas, feitas de açucares e proteínas?

Segundo revelaram investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, no estudo publicado na revista médica de acesso aberto EBioMedicine, a vacina conseguiu criar anticorpos contra o SARS-CoV-2 em animais ao fim de duas semanas. As agulhas, garantem os autores da investigação já revista pelos pares, injetam o material no corpo e desaparecem - num processo indolor que será semelhante a pressionar um velcro contra a pele.

Apesar do método menos convencial, a PittCoVAcc (Vacina do Coronavírus de Pittsburgh) funciona de maneira tradicional: injeta pedaços do vírus enfraquecido no organismo, de maneira a desenvolver anticorpos. Assim, quando a pessoa for infetada, o sistema imunitário está preparado para impedir os danos.

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