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O génio da Transição Energética saiu da lâmpada mágica, desloca-se num tapete elétrico e já muitos o conhecem….

Quando falamos em Transição Energética, alinhamos rapidamente as nossas opiniões em torno de um caminho da sustentabilidade ambiental, económica e social.

13 Outubro 2022 00:00

O alerta lançado pelos sucessivos desastres climatéricos e instabilidades geopolíticas, num mundo em crescimento demográfico e com necessidades crescentes de energia para o seu desenvolvimento, desencadeou a resposta expressa num paradigma de eletrificação com recurso a fontes renováveis. A chamada a esta resposta foi urgente e com necessidade de soluções globais, locais e em rede.

A transição energética passa pela descarbonização da sociedade e da economia, aliada à eficiência do consumo de energia. Para isso é necessário reforçar a aposta nas energias renováveis, seja através de centros electroprodutores como, por exemplo, centrais hídricas, eólicas, solares e mais recentemente soluções híbridas, seja através da produção cada vez mais descentralizada, como soluções de Autoconsumo. Passa também pela transformação sustentável em vários setores, como o dos transportes. Tudo isto, assegurando a segurança do abastecimento, uma maior independência na matriz energética, e garantindo uma transição economicamente sustentável, e socialmente justa e equitativa.

Face a esta situação, pergunto: será preciso encontrar a lâmpada mágica para fazer acontecer este processo? Não, O génio da Transição Energética saiu da lâmpada mágica, desloca-se num tapete elétrico e já muitos o conhecem.

Nos últimos anos, a expressão Transição Energética rapidamente saiu dos fóruns especializados em energia e espalhou-se por toda a sociedade: cidadãos, empresas, reguladores, municípios, universidades, e muitos outros.

A transição energética já está em curso, o que reforça o desafio dos operadores de rede de energia elétrica, como é o caso da E-REDES, como agente facilitador na integração eficiente e em segurança de todos os novos tipos de clientes que necessitam da rede elétrica para fazer esta transição acontecer.

Neste novo contexto, o tradicional sistema assente na produção centralizada, a partir das grandes centrais electroprodutoras, evolui para um modelo descentralizado, em que a produção está próxima de quem a consome, assente em soluções como o autoconsumo, na gestão de redes inteligentes e com participação ativa dos consumidores.

Neste novo modelo, o consumidor passa a ter um ‘’novo poder’’, atuando individualmente ou coletivamente, produzindo, armazenando, partilhando ou vendendo excedentes. O autoconsumo tem como finalidade a satisfação do consumo de energia elétrica a partir de fontes renováveis permitindo modelos de partilha e venda de excedentes de produção. Os modelos podem ser:  Autoconsumo Individual ou Autoconsumo Coletivo/Comunidades de Energia. Este último pode assumir diversas configurações de acordo com os diferentes tipos de participantes e coeficientes de partilha.

 

A E-REDES na Transição Energética

A E-REDES assegura a distribuição de energia elétrica a 6,4 milhões de clientes e gere 230 mil quilómetros de rede em Portugal Continental, o que corresponde a mais de 5 voltas ao planeta Terra. No final de 2022 prevê-se que estejam ligados à E-REDES aproximadamente 5.779 MVA de produção distribuída, representando cerca de 75% da geração distribuída produzida em Portugal Continental.

Hoje assiste-se a um aumento muito significativo de pedidos de ligação à E-REDES de centros electroprodutores prevendo-se em 2022 a ligação de ~600 MVA, representando 5 vezes mais do que no ano 2021. A E-REDES estima que este número, para o triénio 2023-2025, anualmente, cresça 10 vezes mais versus 2021, alcançando os cerca de 1000 MVA por ano.

Atualmente, em Portugal Continental, existem mais de 100 mil Autoconsumidores ligados, representando 690 MVA de potência instalada. Este ano, em nove meses, foram ligados 40mil Autoconsumidores versus 26mil em período homólogo (crescimento de ~54%). Prevê-se para o triénio 2023-2025 a ligação de cerca de 100mil/ano.

Ainda no contexto da transição energética importa referir o setor do transporte e mobilidade. O ano de 2022 tem registado um forte crescimento do número de pedidos de integração de Postos de Carregamento de Veículos Elétricos (PCVE) prevendo-se a integração de cerca de 1000 PCVE. Também para o triénio 2023-2025 prevê-se um crescimento de 5 vezes mais anualmente.

Vamos então assistir a um aumento de fluxos bidirecionais e distribuídos de energia, mas também de dados. A gestão de redes, cada vez mais complexas, traz, no entanto, desafios e um papel crítico à E-REDES como operador da rede de distribuição em Portugal Continental.

A E-REDES é um agente facilitador da Transição Energética, e tem um papel decisivo na integração eficiente e em segurança de um conjunto significativo de novos tipos de clientes. Para que todo o sistema funcione é necessária uma infraestrutura assente numa rede de distribuição inteligente, simultaneamente, robusta, fiável, eficiente e também, ativa, digital e automatizada, baseada em dados real time ao longo de toda a cadeia. Para isso, a E-REDES tem vindo a dotar essa infraestrutura de equipamentos inteligentes (contadores, concentradores, sensores) que permitem, por um lado, medir e recolher dados de consumo e de produção, e por outro, transmitir e receber dados para a monitorização e controlo da rede de forma remota, bidirecional, através de comunicação eletrónica, que permita prestar serviços aos clientes de forma rápida e eficiente.

Os contadores inteligentes são uma peça central da rede inteligente, sendo que em 2021 a E-REDES instalou cerca de 870 mil unidades tendo alcançado a instalação de 4 milhões (~2/3 de todos os clientes) e cuja finalização está prevista para 2024.

A E-REDES tem vindo a investir cerca de 300 milhões de euros/ano nas redes e infraestruturas, tendo nos últimos 5 anos quadruplicado o investimento em sistemas de informação e novas ferramentas de suporte à transformação digital. É hoje reconhecida como uma das empresas mais avançadas do ponto de vista digital, no setor energético europeu, tendo vindo também a apostar na digitalização da relação com o cliente. Em 2021 foi lançado o Balcão Digital da E-REDES onde os clientes podem consultar um conjunto muito relevante de dados e realizar as suas operações de forma digital. Foi também implementado o ‘’Siga o seu pedido’’ em que, por exemplo, um Autoconsumidor individual pode seguir o estado do pedido realizado. A relação com entidades envolvidas no processo passou a ser também webizada, o que permite o tratamento mais rápido dos processos do Autoconsumo. Também a adoção de novas metodologias Agile e a criação de ferramentas analíticas de controlo dos processos têm se mostrado essenciais para a gestão da elevada procura. A criação de fóruns e sessões de esclarecimento com Produtores e Operadores de Mobilidade elétrica têm sido também importantes para aproximação entre os diversos atores.


I&D e a Universidade na Transição Energética

Neste processo, o papel da I&D é cada vez mais fundamental e transversal. Por isso, a ligação à Universidade tem para a E-REDES um papel relevante de favorecimento de uma análise crítica e desafiadora. São múltiplos os projetos de I&D desenvolvidos em conjunto. As novas competências necessárias para levarmos a cabo este desafio são diversas e interdisciplinares. A E-REDES tem vindo a reforçar o conhecimento nos domínios da analítica avançada (machine learning e AI), na robotização, no desenvolvimento de soluções lowcode, assim como, em competências que permitam identificar novos domínios de intervenção que favoreçam respostas inovadoras.

A transição energética está a ser construída em rede, de forma aberta e participativa.  Por isso eu digo: O génio da transição Energética saiu da lâmpada mágica, desloca-se num tapete elétrico e já muitos o conhecem…e muitos mais o conhecerão, em breve, no seu dia-a-dia.

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Artigo de opinião de Sara Veiga de Macedo, Diretora-Adjunta da Direção de Gestão de Clientes da E-REDES.

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