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Nova “casa” da Fidelidade vai abrir à cidade
Ainda em fase de obra, a nova sede da Fidelidade, em Lisboa, é já palco para iniciativas culturais. Com o primeiro concerto de “Jazz na Obra”, o edifício foi apresentado como um espaço pensado para ser “casa”, aberto à comunidade, e ligado à cidade.
A nova sede da Fidelidade, junto a Entrecampos, em
Lisboa, que vai abrir portas daqui a uns meses, já começa a dar sinais de
vida. Antes da sua inauguração formal, a Fidelidade está já a realizar, no
espaço ainda em obra, um conjunto de iniciativas que criam as primeiras
oportunidades de contacto com um edifício que se quer aberto e parte da vida
urbana.
Foi com essa intenção que, numa tarde chuvosa de
domingo, cerca de 200 pessoas, entre colaboradores, parceiros e convidados da seguradora, puderam assistir a um belíssimo concerto de jazz do Quarteto de Ricardo Toscano,
que veio animar um espaço que, embora ainda em tosco, já dá sinais de vir a ser um polo cultural de relevância na cidade.
Um marco na cidade
Para Jorge Magalhães Correia, chairman da Fidelidade, e
presente para a ocasião, a nova sede é um momento importante para uma empresa
com mais de dois séculos de história, não apenas pelo seu significado para a
empresa, mas também pela relação que este edifício quer estabelecer com a
cidade e a comunidade. “A nova sede tem um valor simbólico e estratégico, não é
apenas um novo endereço, mas uma forma de nos afirmarmos e iniciarmos uma nova
fase, mais ambiciosa, mais aberta e mais contemporânea”, afirmou.
“Este edifício será o nosso novo centro de gravidade,
reforçando o nosso sentido de pertença e de união como empresa”, acrescentou. Para
o chairman, a escala, a solidez e o espírito de abertura do projeto transmitem
também uma mensagem de confiança e de compromisso com o longo prazo,
contribuindo igualmente para afirmar a Fidelidade como um agente ativo e
responsável na vida da cidade.
Este não é apenas um
novo endereço, mas uma forma de nos afirmarmos e iniciarmos uma nova fase, mais
ambiciosa, mais aberta e mais contemporânea.Jorge Magalhães Correia, chairman da Fidelidade
Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, e Jorge Magalhães Correia, chairman da Fidelidade
Abertura como princípio
Sobre a decisão de promover iniciativas culturais
ainda durante a fase de obra, esta é uma ideia que reflete, para Rogério Campos
Henriques, CEO da Fidelidade, a filosofia que presidiu ao desenho do projeto da
nova sede. “Esta iniciativa simboliza, antes de mais, a nossa abertura à
comunidade e à sociedade civil”, afirmou o CEO, explicando que, desde o início,
a nova sede foi pensada como “um edifício aberto, com uma grande praça central,
muitos espaços acessíveis e uma relação direta com a cidade”. A intenção,
sublinhou, é criar um espaço aberto a quem passa, aos vizinhos, e a toda a
comunidade.
Nesse sentido, a promoção de eventos antes ainda da
conclusão do edifício é, para o CEO, uma forma deliberada de antecipar e
reforçar essa ligação. “Mesmo não estando ainda o edifício operacional,
quisemos começar já a dar esse sinal de vida”, afirmou, acrescentando que o
projeto representa também a valorização de uma zona relevante da cidade.
“Queremos que este espaço crie vida, crie propósito, e nada melhor do que
começar enquanto o edifício está ainda em construção”, afirmou.
Um edifício pensado para a cidade
Refira-se que, do ponto de vista arquitetónico, a
existência de uma forte ligação à envolvente urbana foi uma exigência desde a
fase inicial do projeto, como nos explicou Miguel Santana, administrador da
Fidelidade Property e responsável pela obra. “O concurso de ideias previa
explicitamente a integração com a comunidade”, afirmou, dando como exemplo, “a
praça central faz a ligação entre o bairro do Rego e a Avenida 5 de Outubro. A
ideia é trazer a cidade para dentro do edifício”. Essa lógica reflete-se também
na organização dos espaços. O piso térreo foi concebido para uso público,
incluindo auditório, áreas expositivas e zonas de contacto com clientes, que
são acessíveis, não existindo barreiras.
Desde o início quisemos
um edifício aberto, com uma grande praça central e acessível à comunidade.Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade
Cultura como dimensão permanente
Desta forma, a programação cultural surge como uma
extensão natural dessa ideia de abertura, como nos referiu Sandro Resende,
responsável pelas iniciativas culturais, e que encarou a fase de obra como uma
oportunidade. “O edifício ainda está em construção, mas é importante começar já
a trabalhar o espaço do ponto de vista artístico e a envolver a comunidade”,
afirmou.
A escolha de um concerto de jazz, como segunda
iniciativa desta programação cultural (que já teve ópera e terá mais concertos),
deveu-se ao carácter coletivo do estilo que considera alinhado com a cultura da
empresa. “O jazz é partilha, escuta e colaboração”, explicou o responsável. Para
Sandro Resende, “o jazz também funciona bem num espaço que se quer aberto e em
transformação.” No futuro, a agenda cultural da nova sede poderá incluir
concertos, exposições, teatro e iniciativas educativas, com abertura a
diferentes públicos e gerações.
O jazz é partilha,
escuta e colaboração, e funciona bem num espaço que se quer aberto e em
transformação.Sandro Resende, responsável pelas iniciativas culturais
Um espaço que antecipa o futuro
Assim, e embora ainda em construção, a nova sede da
Fidelidade começa a definir-se como um espaço que vai além da sua função
corporativa. Pensado para integrar pessoas, promover colaboração e reforçar a
ligação à cidade, o edifício afirma desde já uma ambição clara: ser um lugar de
trabalho, mas também um ponto de encontro entre a empresa, a cultura e a
comunidade.
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