Sábado – Pense por si

C-Studio

Mais informações

C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Como funciona a tributação de mais-valias e dividendos em Portugal?

Investir nos mercados financeiros pode ser uma forma eficaz e inteligente de aumentar o seu património ao longo do tempo. No entanto, compreender as implicações fiscais associadas às decisões de investimento é indispensável para garantir uma gestão eficiente e responsável.

Tributação de mais-valias e dividendos em Portugal exige gestão financeira
12 fevereiro 2026 10:39

Quer pretenda comprar ações ou diversificar a sua carteira com ETFs, saber como funciona a tributação de mais-valias e dividendos em Portugal é um passo fundamental para o sucesso a longo prazo.

Como são taxadas as mais-valias obtidas com ETFs e ações?


As mais-valias correspondem ao lucro obtido com a venda de ativos por um valor superior ao da sua aquisição.

Em Portugal, estes ganhos estão sujeitos a uma taxa de tributação autónoma de 28%, exceto se o contribuinte optar pelo seu englobamento, algo que explicaremos mais à frente.

Importa salientar que:

. A tributação só ocorre quando há efetiva alienação do ativo (venda);

. A valorização dos ativos que permanecem em carteira não é taxada até ao momento da sua venda;

. O investidor é responsável por declarar essas mais-valias na sua declaração anual de IRS.

Em suma, a tributação das mais-valias em Portugal depende diretamente da concretização da venda dos ativos. Conhecer estas regras permite ao investidor tomar decisões mais informadas, planear melhor o momento da alienação e cumprir corretamente as suas obrigações fiscais.

Tributação de dividendos recebidos por investidores portugueses


Os dividendos são rendimentos distribuídos pelas empresas aos seus acionistas. Em Portugal, estão sujeitos a uma retenção na fonte de 28%, que pode ser ajustada caso o investidor opte pelo seu englobamento.

Se os dividendos forem provenientes de empresas estrangeiras, aplica-se o regime de dupla tributação internacional:

. O país de origem retém uma parte (por exemplo, os EUA retêm 15% com base em acordos);

. Portugal cobra os restantes 13%, de forma a perfazer os 28%.

Neste caso, é crucial confirmar se está a usufruir dos acordos para evitar a dupla tributação, de modo a não pagar impostos em excesso.

Regime de IRS: englobamento vs. tributação autónoma


A lei portuguesa permite ao contribuinte optar entre dois regimes de tributação para os rendimentos de capital:

Tributação autónoma: aplicação da taxa fixa de 28%, sem impacto nos restantes rendimentos;

Englobamento: os rendimentos de capital são somados aos restantes, como salários ou pensões, aplicando-se as taxas progressivas de IRS.

A escolha do regime deve basear-se numa análise detalhada do seu rendimento global, especialmente se tiver obtido lucros com investimentos ou estiver a comprar ações com regularidade.

O englobamento pode revelar-se vantajoso para contribuintes com rendimentos mais baixos, mas poderá implicar uma tributação mais elevada para quem se encontra nos escalões superiores de IRS.

De notar que a opção pelo englobamento aplica-se à totalidade dos rendimentos de capital, não sendo possível escolher apenas alguns.

Que despesas podem ser deduzidas ou compensadas?


Existem custos que podem ser deduzidos no apuramento das mais-valias, diminuindo o valor sujeito a imposto:

Despesas dedutíveis

. Comissões de compra e venda cobradas pela corretora;

. Custos de conversão cambial, quando aplicável;

. Taxas de transação de mercado.

Estes custos devem ser devidamente documentados e associados a cada operação de investimento.

Compensação de prejuízos

Caso tenha tido prejuízos com investimentos (mais-valias negativas), pode compensar esses valores com mais-valias futuras ao longo de um prazo de cinco anos.

Este mecanismo permite reduzir a fatura fiscal e é particularmente relevante numa estratégia de longo prazo.

Boas práticas para uma gestão fiscal eficiente dos investimentos


Além do conhecimento das regras fiscais, adotar boas práticas na gestão dos seus investimentos pode fazer uma diferença significativa na fatura final do IRS.

Eis algumas recomendações que contribuem para uma abordagem mais eficiente e informada.

1. Mantenha uma boa organização documental

Guarde todos os comprovativos de transações, extratos da corretora e documentos de retenção de dividendos, uma vez que são essenciais para a declaração de IRS.

2. Avalie a vantagem do englobamento

Se, num determinado ano, os seus rendimentos forem baixos, o englobamento pode reduzir significativamente o imposto a pagar.

3. Prefira plataformas com relatórios claros

Opte por intermediários financeiros que forneçam extratos detalhados e bem organizados, facilitando o apuramento de mais-valias e o correto preenchimento da declaração de IRS.

4. Utilize perdas para compensar ganhos

Considere vender ativos em perda antes do final do ano fiscal para compensar os lucros obtidos com outras operações e, assim, reduzir o imposto.

5. Consulte um profissional

Um contabilista certificado poderá aconselhá-lo sobre o regime mais vantajoso e assegurar que a sua declaração cumpre todas as obrigações legais.

Considerações finais


Compreender como funciona a tributação de mais-valias e dividendos é fundamental para quem pretende rentabilizar os seus investimentos de forma eficiente e responsável, seja ao comprar ações ou ao diversificar a carteira com outros instrumentos.

Com o planeamento adequado, é possível maximizar os rendimentos e, ao mesmo tempo, reduzir a carga fiscal dentro dos limites da lei.



Este artigo constitui material publicitário divulgado em nome da XTB S.A. com fins promocionais. Os instrumentos financeiros mencionados envolvem risco. Invista com responsabilidade.

A XTB é uma corretora europeia cotada em bolsa, com sucursal em Portugal autorizada pela CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), registada sob o n.º 341, operando num ambiente regulado e acessível a investidores portugueses.

Os CFDs são instrumentos complexos e apresentam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido ao efeito de alavancagem. 71% das contas de investidores não profissionais perdem dinheiro quando negoceiam CFDs com este distribuidor.

Deve considerar se compreende como funcionam os CFDs e se pode correr o elevado risco de perda do seu dinheiro.

Aviso de risco

A negociação de produtos financeiros alavancados envolve riscos. Pode resultar em perdas superiores ao capital inicialmente investido e não é adequada para todos os perfis. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação, oferta, aconselhamento ou incentivo ao investimento.

Este conteúdo é da responsabilidade da XTB.