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A nova casa da Fidelidade constrói-se com cultura
Em Entrecampos, no centro de Lisboa, a nova sede da Fidelidade começa a ganhar vida. Concertos transformam edifício ainda em construção num espaço de encontro.
Ainda em fase de construção, a nova sede da
Fidelidade voltou a abrir-se à comunidade. Depois da ópera e do jazz,
foi a vez de o concerto “Na Obra com Piano”, protagonizado pelo Máximo Trio – que
junta Máximo Francisco (piano), Joppe van Noten (bateria) e Jan Honnef (baixo) –,
marcar mais um momento de ligação entre edifício, colaboradores e cidade,
através da música.
Num espaço ainda em bruto, onde a luz natural
já deixa perceber a amplitude e a qualidade arquitetónica do projeto,
ouviram-se temas como Pangea, Verdes Anos ou Cantiga Bailada,
da autoria deste jovem artista. Mas mais do que a experiência de um concerto,
para os colaboradores da Fidelidade presentes, o momento foi uma antecipação
daquilo que o edifício ambiciona ser: mais do que um local de trabalho, um
verdadeiro lugar de encontro.
Um preâmbulo do que aí vem
Para Sérgio Carvalho, diretor de Marketing e
Clientes da Fidelidade, esta programação cultural em plena fase de obra
funciona como um sinal antecipado do que a nova sede pretende ser: “Estamos a
iniciar uma nova etapa como empresa e como equipa, e nada melhor do que começar
enquanto a casa está a ser construída, são dois processos que se complementam e constroem juntos”, afirma. Neste contexto, a
aposta na cultura não surge, no entanto, como novidade, mas como continuidade.
“Somos uma
marca com mais de 200 anos, que quer fazer – cada vez mais – parte da vida das
pessoas”, afirma o diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade. Para o responsável “essa ligação passa pelo apoio a temas
ligados à cultura, que sempre existiu ao longo da história da Fidelidade”,
sublinha, lembrando projetos como a Galeria Fidelidade no Chiado. Segundo
Sérgio Carvalho, “o novo edifício dará outra expressão a essa dimensão,
integrando espaços dedicados à exposição da história e do património cultural
da empresa”, revela.
Estamos a iniciar uma nova etapa como empresa e como equipa, e nada melhor do que começar enquanto a casa está a ser construída.Sérgio Carvalho, diretor de Marketing e Clientes
2.700 pessoas, um só espaço
Do ponto de vista dos colaboradores da
seguradora, a mudança que se prepara será profunda. A nova sede vai reunir
cerca de 2.700 colaboradores atualmente distribuídos por vários edifícios em
Lisboa. Ana Claro, HR manager da Fidelidade, fala num “impacto enorme”.
Para esta responsável, a proximidade física facilitará o encontro, a partilha e
a aprendizagem natural entre equipas: “Esta maior proximidade vai permitir
cruzarmo-nos mais, partilharmos mais e estarmos mais alinhados com aquilo que são
os objetivos da Fidelidade”, prevê.
Para Ana Claro, a realização destes concertos
com o edifício ainda em obra tem um propósito claro: começar a criar uma
ligação emocional com o espaço antes mesmo da mudança física. Para a
responsável, estes momentos ajudam a transformar um futuro local de trabalho
num espaço vivido e partilhado, reforçando o sentido de pertença desde o
primeiro contacto.
A cultura traz relações emocionais ao espaço.Ana Claro, HR manager
Criar uma relação emocional com o espaço
Essa é uma ideia que passa em conversa com os
colaboradores que assistiram ao concerto. António Macedo, da Direção de
Pessoas, considera que esta iniciativa contribui para que o edifício vá sendo
apropriado pelos colaboradores: “Sentimos que este espaço é, a cada dia que
passa, um bocadinho mais nosso.” A conjugação entre a música e o ambiente ainda
em construção foi, para ele, “inesperada”, mas simbólica de uma empresa que
também está em transformação.
Sentimos que este espaço é, a cada dia que passa, um bocadinho mais nosso.António Macedo, da Direção de Pessoas
Com 28 anos de casa, Carla Martinho, da
Direção de Grandes Clientes, vê na nova sede “um desafio e um orgulho”. Para
quem acompanhou várias fases da história da empresa, a mudança representa
também continuidade e afirmação. Já Ana Costa, da Multicare, sublinha o impacto
inspirador da iniciativa. Depois de assistir ao concerto, fala numa
“expectativa bastante alta” em relação à mudança: “Há uma vontade de vir, de
fazer, de dinamizar este edifício.” Para os colaboradores presentes, a nova
sede parece ser já mais do que um projeto – é um espaço que começa a ser
desejado.
Cultura como porta aberta
Para Sandro Resende, responsável pela direção
artística deste ciclo, o alcance da iniciativa ultrapassa a dimensão interna da
empresa. “É fundamental que a arte seja democrática e esteja presente em mais contextos”,
afirma, sublinhando a importância de criar oportunidades para jovens talentos,
como o pianista Máximo Francisco.
O próprio músico destacou o significado do convite. “É espetacular uma empresa como a Fidelidade dar palco a artistas jovens e portugueses. Espero que lhes continue a dar voz”, afirmou, elogiando a atenção do público e a energia de um espaço ainda em transformação.
É espetacular uma empresa como a Fidelidade dar palco a artistas jovens e portugueses. Espero que nos continue a dar voz.Máximo Francisco, pianista
Com esta iniciativa, e quando ainda faltam
meses para a inauguração formal, a nova sede da Fidelidade já começa a cumprir
a sua vocação de ser mais do que um centro corporativo. Entre andaimes e notas
de piano, a nova “casa” da Fidelidade vai ganhando identidade – não apenas como
espaço físico, mas como lugar emocional para quem lá vai trabalhar e como
futuro ponto de encontro na cidade.
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