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Casa do Marquês tem novo palco em Cascais

Com mais de três décadas de história e seis espaços em regime de exclusividade, a empresa liderada por Miguel Seijo y Seijo acaba de estrear o Cascais Marina Lounge Cascais e não fica por aqui.

08 de abril de 2026 às 09:28

Nem todas as empresas crescem da mesma forma. Algumas limitam-se a acompanhar o mercado. Outras acabam por redefini-lo. A posiciona-se claramente neste segundo grupo. Fundada com o ADN familiar que ainda hoje lhe confere a sua identidade no mercado da organização de eventos, evoluiu para uma estrutura que o seu CEO, Miguel Seijo y Seijo, compara sem hesitação à de uma multinacional, seja no rigor, nos processos ou na exigência. A diferença? "Não há doutores nem engenheiros. Eu sou o Miguel e todos os funcionários são tratados pelo nome", resume, com a naturalidade de quem nunca cultivou hierarquias internas para alcançar resultados extraordinários.

A mais recente prova desse crescimento tem morada na Marina de Cascais. O Open Day da Casa do Marquês do novo espaço Cascais Marina Lounge, que reuniu inúmeros convidados, ocupa cerca de 1.390 m² de interior e um terraço de 200 m² com vista direta para a baía de Cascais. "É um espaço que permite trabalhar num cenário absolutamente único e ao mesmo tempo com a escala e a flexibilidade necessárias para realizar eventos muito diferentes", destaca Miguel Seijo y Seijo. O novo espaço tem capacidade para 1.100 pessoas em banquete, 1.300 em cocktail. Números que o CEO prefere traduzir numa imagem: "É uma tela em branco por dentro. Por fora, é uma tela lindíssima com a baía de Cascais e toda a extensão de mar até ao Cabo Espichel."

Para compreender o presente, ajuda conhecer o percurso desta empresa nacional. A Casa do Marquês foi palco de alguns dos momentos mais marcantes da história contemporânea portuguesa e não só. A Expo 98, o Masters 2000, as Cimeiras da NATO, a Cimeira Europa-África e o Tratado de Lisboa figuram no currículo da empresa. "São todos momentos históricos, mundiais", diz Miguel Seijo y Seijo, reconhecendo que cada um desses eventos foi também uma alavanca de crescimento interno. O Masters 2000 impulsionou a capacidade de produção. A chegada ao Estádio de Alvalade, casa do Sporting, clube que moldou a cultura de equipa que o CEO herdou do pai, desportista de alta competição, marcou uma nova etapa. E em 2010, a sede no Prior Velho, junto ao aeroporto, com 6.000 m² e uma cozinha industrial de 1.400 m², consolidou a escala da empresa que hoje realiza entre 1.000 e 1.500 eventos por ano e registou, em 2025, um crescimento de 17%.

A Casa do Marquês gere atualmente seis venues em exclusividade, nomeadamente a Estufa Fria, a Casa do Lago, o Casino Estoril, o Arriba Guincho, o Páteo Alfacinha e o Palácio Conde d'Óbidos, a que se junta agora o Cascais Marina Lounge.

Miguel Seijo y Seijo

Da comida indiana à loiça made in Portugal

Para 2026, a novidade mais disruptiva tem sotaque indiano. A crescente procura de casamentos da comunidade indiana, celebrações que podem durar até sete dias e exigem menus, decoração e logística radicalmente diferentes, levou a Casa do Marquês a integrar o catering indiano. No Open Day, foi possível provar algumas das propostas que integram este novo universo gastronómico, que coexistem com os menus do chef executivo Humberto Santos e com a oferta do Epur. O restaurante lisboeta, distinguido com uma estrela Michelin, renovada em fevereiro, e liderado pelo chef Vincent Farges, integra o universo da Casa do Marquês há cerca de dois anos. Levar esta experiência para fora do restaurante exige um nível elevado de consistência, que, segundo Seijo y Seijo, a equipa consegue “traduzir num evento".

Outra das surpresas que a Casa do Marquês tem para breve é uma linha própria de loiça, produzida em Portugal. Uma decisão que reflete bem a filosofia da empresa, controlar cada detalhe da experiência que entrega aos clientes, do primeiro contacto ao último prato servido. "Fazemos tudo, de A a Z", confirma o CEO

Open Day no Cascais Marina Lounge foi um êxito,

Compromisso como filosofia de negócio

Falar com Miguel Seijo y Seijo é perceber rapidamente que há uma palavra que estrutura tudo o que acontece na empresa: compromisso. "A nossa palavra é tão forte que falhar um compromisso é impensável para nós, não existe", afirma o responsável. A mesma lógica aplica-se à pontualidade. Enquanto em Portugal há muitos eventos que começam com atrasos, a Casa do Marquês orgulha-se de cada vez mais frequentemente, antecipar. Porque quando o convidado chega antes da hora marcada, alguém tem de estar lá para o receber.

Iguarias não faltam na Casa do Marquês