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A nova casa da Fidelidade constrói-se com cultura

Em Entrecampos, no centro de Lisboa, a nova sede da Fidelidade começa a ganhar vida. Concertos transformam edifício ainda em construção num espaço de encontro.

27 de fevereiro de 2026 às 15:18

Ainda em fase de construção, a nova sede da Fidelidade voltou a abrir-se à comunidade. Depois da ópera e do jazz, foi a vez de o concerto “Na Obra com Piano”, protagonizado pelo Máximo Trio – que junta Máximo Francisco (piano), Joppe van Noten (bateria) e Jan Honnef (baixo) –, marcar mais um momento de ligação entre edifício, colaboradores e cidade, através da música.

Num espaço ainda em bruto, onde a luz natural já deixa perceber a amplitude e a qualidade arquitetónica do projeto, ouviram-se temas como Pangea, Verdes Anos ou Cantiga Bailada, da autoria deste jovem artista. Mas mais do que a experiência de um concerto, para os colaboradores da Fidelidade presentes, o momento foi uma antecipação daquilo que o edifício ambiciona ser: mais do que um local de trabalho, um verdadeiro lugar de encontro.

Um preâmbulo do que aí vem

Para Sérgio Carvalho, diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade, esta programação cultural em plena fase de obra funciona como um sinal antecipado do que a nova sede pretende ser: “Estamos a iniciar uma nova etapa como empresa e como equipa, e nada melhor do que começar enquanto a casa está a ser construída, são dois processos que se complementam  e constroem juntos”, afirma. Neste contexto, a aposta na cultura não surge, no entanto, como novidade, mas como continuidade.

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“Somos uma marca com mais de 200 anos, que quer fazer – cada vez mais – parte da vida das pessoas”, afirma o diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade. Para o responsável “essa ligação passa pelo apoio a temas ligados à cultura, que sempre existiu ao longo da história da Fidelidade”, sublinha, lembrando projetos como a Galeria Fidelidade no Chiado. Segundo Sérgio Carvalho, “o novo edifício dará outra expressão a essa dimensão, integrando espaços dedicados à exposição da história e do património cultural da empresa”, revela.

Estamos a iniciar uma nova etapa como empresa e como equipa, e nada melhor do que começar enquanto a casa está a ser construída. Sérgio Carvalho, diretor de Marketing e Clientes

2.700 pessoas, um só espaço

Do ponto de vista dos colaboradores da seguradora, a mudança que se prepara será profunda. A nova sede vai reunir cerca de 2.700 colaboradores atualmente distribuídos por vários edifícios em Lisboa. Ana Claro, HR manager da Fidelidade, fala num “impacto enorme”. Para esta responsável, a proximidade física facilitará o encontro, a partilha e a aprendizagem natural entre equipas: “Esta maior proximidade vai permitir cruzarmo-nos mais, partilharmos mais e estarmos mais alinhados com aquilo que são os objetivos da Fidelidade”, prevê.

Para Ana Claro, a realização destes concertos com o edifício ainda em obra tem um propósito claro: começar a criar uma ligação emocional com o espaço antes mesmo da mudança física. Para a responsável, estes momentos ajudam a transformar um futuro local de trabalho num espaço vivido e partilhado, reforçando o sentido de pertença desde o primeiro contacto.

A cultura traz relações emocionais ao espaço. Ana Claro, HR manager

Criar uma relação emocional com o espaço

Essa é uma ideia que passa em conversa com os colaboradores que assistiram ao concerto. António Macedo, da Direção de Pessoas, considera que esta iniciativa contribui para que o edifício vá sendo apropriado pelos colaboradores: “Sentimos que este espaço é, a cada dia que passa, um bocadinho mais nosso.” A conjugação entre a música e o ambiente ainda em construção foi, para ele, “inesperada”, mas simbólica de uma empresa que também está em transformação.

Sentimos que este espaço é, a cada dia que passa, um bocadinho mais nosso. António Macedo, da Direção de Pessoas
António Macedo, da Direção de Pessoas da Fidelidade

Com 28 anos de casa, Carla Martinho, da Direção de Grandes Clientes, vê na nova sede “um desafio e um orgulho”. Para quem acompanhou várias fases da história da empresa, a mudança representa também continuidade e afirmação. Já Ana Costa, da Multicare, sublinha o impacto inspirador da iniciativa. Depois de assistir ao concerto, fala numa “expectativa bastante alta” em relação à mudança: “Há uma vontade de vir, de fazer, de dinamizar este edifício.” Para os colaboradores presentes, a nova sede parece ser já mais do que um projeto – é um espaço que começa a ser desejado.

Cultura como porta aberta

Para Sandro Resende, responsável pela direção artística deste ciclo, o alcance da iniciativa ultrapassa a dimensão interna da empresa. “É fundamental que a arte seja democrática e esteja presente em mais contextos”, afirma, sublinhando a importância de criar oportunidades para jovens talentos, como o pianista Máximo Francisco.

O próprio músico destacou o significado do convite. “É espetacular uma empresa como a Fidelidade dar palco a artistas jovens e portugueses. Espero que lhes continue a dar voz”, afirmou, elogiando a atenção do público e a energia de um espaço ainda em transformação.

É espetacular uma empresa como a Fidelidade dar palco a artistas jovens e portugueses. Espero que nos continue a dar voz. Máximo Francisco, pianista

Com esta iniciativa, e quando ainda faltam meses para a inauguração formal, a nova sede da Fidelidade já começa a cumprir a sua vocação de ser mais do que um centro corporativo. Entre andaimes e notas de piano, a nova “casa” da Fidelidade vai ganhando identidade – não apenas como espaço físico, mas como lugar emocional para quem lá vai trabalhar e como futuro ponto de encontro na cidade.