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Nova “casa” da Fidelidade vai abrir à cidade

Ainda em fase de obra, a nova sede da Fidelidade, em Lisboa, é já palco para iniciativas culturais. Com o primeiro concerto de “Jazz na Obra”, o edifício foi apresentado como um espaço pensado para ser “casa”, aberto à comunidade, e ligado à cidade.

30 de janeiro de 2026 às 18:22
A nova sede da Fidelidade, junto a Entrecampos, em Lisboa, que vai abrir portas daqui a uns meses, já começa a dar sinais de vida. Antes da sua inauguração formal, a Fidelidade está já a realizar, no espaço ainda em obra, um conjunto de iniciativas que criam as primeiras oportunidades de contacto com um edifício que se quer aberto e parte da vida urbana.

Foi com essa intenção que, numa tarde chuvosa de domingo, cerca de 200 pessoas, entre colaboradores, parceiros e convidados da seguradora, puderam assistir a um belíssimo concerto de jazz do Quarteto de Ricardo Toscano, que veio animar um espaço que, embora ainda em tosco, já dá sinais de vir a ser um polo cultural de relevância na cidade.

Um marco na cidade

Para Jorge Magalhães Correia, chairman da Fidelidade, e presente para a ocasião, a nova sede é um momento importante para uma empresa com mais de dois séculos de história, não apenas pelo seu significado para a empresa, mas também pela relação que este edifício quer estabelecer com a cidade e a comunidade. “A nova sede tem um valor simbólico e estratégico, não é apenas um novo endereço, mas uma forma de nos afirmarmos e iniciarmos uma nova fase, mais ambiciosa, mais aberta e mais contemporânea”, afirmou. “Este edifício será o nosso novo centro de gravidade, reforçando o nosso sentido de pertença e de união como empresa”, acrescentou. Para o chairman, a escala, a solidez e o espírito de abertura do projeto transmitem também uma mensagem de confiança e de compromisso com o longo prazo, contribuindo igualmente para afirmar a Fidelidade como um agente ativo e responsável na vida da cidade.
Este não é apenas um novo endereço, mas uma forma de nos afirmarmos e iniciarmos uma nova fase, mais ambiciosa, mais aberta e mais contemporânea. Jorge Magalhães Correia, chairman da Fidelidade

Abertura como princípio

Sobre a decisão de promover iniciativas culturais ainda durante a fase de obra, esta é uma ideia que reflete, para Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, a filosofia que presidiu ao desenho do projeto da nova sede. “Esta iniciativa simboliza, antes de mais, a nossa abertura à comunidade e à sociedade civil”, afirmou o CEO, explicando que, desde o início, a nova sede foi pensada como “um edifício aberto, com uma grande praça central, muitos espaços acessíveis e uma relação direta com a cidade”. A intenção, sublinhou, é criar um espaço aberto a quem passa, aos vizinhos, e a toda a comunidade. Nesse sentido, a promoção de eventos antes ainda da conclusão do edifício é, para o CEO, uma forma deliberada de antecipar e reforçar essa ligação. “Mesmo não estando ainda o edifício operacional, quisemos começar já a dar esse sinal de vida”, afirmou, acrescentando que o projeto representa também a valorização de uma zona relevante da cidade. “Queremos que este espaço crie vida, crie propósito, e nada melhor do que começar enquanto o edifício está ainda em construção”, afirmou.

Um edifício pensado para a cidade

Refira-se que, do ponto de vista arquitetónico, a existência de uma forte ligação à envolvente urbana foi uma exigência desde a fase inicial do projeto, como nos explicou Miguel Santana, administrador da Fidelidade Property e responsável pela obra. “O concurso de ideias previa explicitamente a integração com a comunidade”, afirmou, dando como exemplo, “a praça central faz a ligação entre o bairro do Rego e a Avenida 5 de Outubro. A ideia é trazer a cidade para dentro do edifício”. Essa lógica reflete-se também na organização dos espaços. O piso térreo foi concebido para uso público, incluindo auditório, áreas expositivas e zonas de contacto com clientes, que são acessíveis, não existindo barreiras.
Desde o início quisemos um edifício aberto, com uma grande praça central e acessível à comunidade. Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade

Cultura como dimensão permanente

Desta forma, a programação cultural surge como uma extensão natural dessa ideia de abertura, como nos referiu Sandro Resende, responsável pelas iniciativas culturais, e que encarou a fase de obra como uma oportunidade. “O edifício ainda está em construção, mas é importante começar já a trabalhar o espaço do ponto de vista artístico e a envolver a comunidade”, afirmou. A escolha de um concerto de jazz, como segunda iniciativa desta programação cultural (que já teve ópera e terá mais concertos), deveu-se ao carácter coletivo do estilo que considera alinhado com a cultura da empresa. “O jazz é partilha, escuta e colaboração”, explicou o responsável. Para Sandro Resende, “o jazz também funciona bem num espaço que se quer aberto e em transformação.” No futuro, a agenda cultural da nova sede poderá incluir concertos, exposições, teatro e iniciativas educativas, com abertura a diferentes públicos e gerações.
O jazz é partilha, escuta e colaboração, e funciona bem num espaço que se quer aberto e em transformação. Sandro Resende, responsável pelas iniciativas culturais

Um espaço que antecipa o futuro

Assim, e embora ainda em construção, a nova sede da Fidelidade começa a definir-se como um espaço que vai além da sua função corporativa. Pensado para integrar pessoas, promover colaboração e reforçar a ligação à cidade, o edifício afirma desde já uma ambição clara: ser um lugar de trabalho, mas também um ponto de encontro entre a empresa, a cultura e a comunidade.