No discurso que proferiu no Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças acusou este sábado o líder do Chega de estar "refém das redes sociais" e o secretário-geral do PS dependente "dos radicais", mas afirmou que o Governo irá trabalhar contra "imobilismos de esquerda e extrema-direita".
Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças Lusa
Joaquim Miranda Sarmento falava perante o Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro.
"Temos agora três anos para continuar a transformar Portugal. Contra os imobilismos de esquerda e da extrema-direita: contra um líder da extrema-direita incapaz de decidir contra as redes sociais e a opinião pública", criticou.
O ministro das Finanças acusou Ventura de se juntar "à esquerda e à CGTP sem qualquer coerência ou valores", numa referência à votação de sexta-feira do Chega contra a proposta de lei de revisão da lei laboral.
No entanto, Miranda Sarmento criticou igualmente o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerando-o "refém dos extremistas de Pedro Nuno Santos", o anterior líder do PS, que disse que poderia ser "um bom líder do Bloco de Esquerda, mas foi um desastre como líder do PS".
Na sua intervenção, o ministro de Estado e das Finanças salientou que, pela primeira vez em 30 anos, o PSD está há dois anos a "governar sem emergência financeira".
"Nós estamos finalmente a governar com o nosso programa. E não governávamos com o nosso programa desde o tempo do professor Cavaco Silva e, quando governamos com o nosso programa, fica claro que o país desenvolve-se, cresce e torna-se mais rico", considerou.
Miranda Sarmento defendeu que a vida dos portugueses, no plano financeiro e económico, está "muito melhor do que há dois anos", enumerando medidas como a descida do IRS (geral e para os jovens) ou o aumento do Complemento Solidário para Idosos.
"A vida dos trabalhadores está melhor do que há dois anos porque temos políticas públicas que funcionam. A economia está melhor do que há dois anos porque atraímos investimento, porque temos empresas cada vez mais dinâmicas e uma economia cada vez mais resiliente", frisou.
Miranda Sarmento salientou que estes resultados foram alcançados "com o equilíbrio das contas públicas, com superávite, com redução da dívida pública e com sustentabilidade".
"Portugal é hoje a única economia avançada em que a economia cresce mais do que a média da zona euro", sublinhou.
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