Depois do chumbo do pacote laboral pela Assembleia da República.
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, assumiu este sábado, em Gouveia, que, depois do chumbo do pacote laboral pela Assembleia da República, o próximo objetivo dos trabalhadores deve ser "lutar pelo aumento geral" dos salários.
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCPANTÓNIO COTRIM/LUSA
"Dentro do possível, é preciso que esta vitória, esta força imensa, siga o caminho no sentido que se impõe, porque não foi apenas o pacote laboral que foi derrotado, foi derrotado um projeto, uma conceção, uma ideia de explorar ainda mais os trabalhadores", disse Paulo Raimundo à agência Lusa, em Gouveia, no final da 11ª Assembleia da Organização Regional da Guarda do PCP.
Na sua opinião, "nada disso se justificava face, até, à vida difícil que os portugueses já hoje têm".
"Nós não precisávamos de mais precariedade, mas de acabar com ela, não precisávamos de mais falsos recibos verdes, mas de acabar com eles, não precisávamos de mais pressão sobre os salários, o que é preciso é mais salários", disse.
Questionado sobre o que vai fazer o partido com esta vitória no processo pacote laboral, o secretário-geral do PCP respondeu que "o caminho que se impõe é a questão fundamental dos salários".
"Em função da realidade que vivemos, do aumento do custo de vida, desta loucura dos preços das habitações, dos preços dos alimentos, a primeira grande prioridade é o aumento geral dos salários, ou até o aumento intercalado dos salários. Este é o grande objetivo", apontou.
Paulo Raimundo acrescentou que "se essa força imensa que derrotou o pacote laboral se concentrar nesse objetivo, então os salários têm que aumentar e essa é a grande prioridade".
"A atual lei laboral já tem aspectos que são muito negativos e que é preciso acabar. Se toda esta força que se libertou para derrotar o pacote laboral se concentrar, se mantiver unida na exigência do que é para avançar, então nós [PCP] estamos nesse caminho, naturalmente", garantiu.
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