Psicólogo e Professor Universitário, Membro da Direção da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Psicólogo e Professor Universitário, Membro da Direção da Ordem dos Psicólogos Portugueses
A experiência da Ordem dos Psicólogos (OPP) mostra que a nova lei veio sobretudo criar mais camadas burocráticas, novas regulamentações e, na prática, introduzir complexidade e entropia. Isso está cada vez mais evidente em várias esferas, incluindo no que se passa ao nível do tal acesso que era preciso melhorar.
Uma imagem muito comum nas nossas cidades é a de alguém numa bicicleta ou motorizada, com uma mochila volumosa às costas, a atravessar ruas e avenidas para fazer uma entrega. Uma imagem que não pertence apenas aos dias amenos, mas que se repete à noite, à chuva ou ao frio. E, no entanto, raramente nos detemos nela.
A interação constante com sistemas de IA influencia a identidade e a autoestima e torna-se especialmente crítica na formação de opinião, onde a fácil produção e disseminação de conteúdos levantam dúvidas sobre autenticidade e credibilidade,
A perspetiva de vulnerabilidade que está associada à possibilidade contínua de não ter onde viver não é propriamente o melhor cenário para o otimismo ou a segurança necessária para enfrentar os desafios da vida.
Durante décadas, predominou a visão de que a personalidade era praticamente imutável a partir de certa idade, especialmente após a juventude. Na verdade, o cenário é mais complexo.
A questão é justamente saber se as diferenças que se encontram – os casais podem diferir em características de personalidade, altura ou ritmos de sono – são mais a regra ou a exceção.
É nestas ocasiões que os primeiros socorros psicológicos têm muito valor, avaliando a condição de cada pessoa e as suas necessidades imediatas, evitando que as pessoas se desorganizem e promovendo maior funcionalidade.
Ser anti qualquer coisa é uma tática conhecida e a mobilização é frequentemente superior quando há circunstâncias de contexto que favorecem o ressentimento, a zanga ou a revolta. Se estamos zangados com algo, estamos mais ativados e propensos para certo comportamento.
Na verdade, brincar – especialmente sem a mediação de ecrãs – não é somente uma questão de lazer. O papel do brincar no desenvolvimento humano está amplamente demonstrado.
A desinformação não é apenas um fenómeno “externo”: a nossa própria memória também é vulnerável, sujeita a distorções, esquecimentos, invenções de detalhes e reconstruções do passado.
Como país, enquanto não formos eficientes e articulados nesta missão, por muito que se reforcem condições de tratamento continuaremos a lamentar-nos pela “elevada prevalência de perturbações psicológicas no nosso país”.
Num mundo onde muitas das profissões do futuro ainda nem existem, e em que a ideia de “curso com saída” perdeu sentido face à rapidez com que tudo muda, uma carreira só é verdadeiramente bem-sucedida quando está alinhada com a identidade, os valores e as motivações de cada um.
Há necessidade de mais literacia e capacidade de auto-regulação, para que os indivíduos sejam capazes de utilizar determinadas ferramentas. Mas também precisamos de regulação das plataformas.
Esta medida tem uma natureza complementar, devendo ser acessória ao que realmente importa e que é aquilo que a OPP defende: a existência, de base, de serviços de psicologia bem estruturados e com recursos nas instituições de ensino superior.
Os municípios portugueses têm tido um papel fulcral na promoção da saúde, do bem-estar e da inclusão. E é justamente neste âmbito que se destaca o contributo que a psicologia como ciência e profissão pode dar no cumprimento e na otimização dessa missão.
Se os desafios enfrentados por muitos rapazes são reais e não devem ser ignorados, também é perigoso transformá-los numa narrativa de vitimização que ataca os progressos das mulheres na sociedade, para mais quando persistem indicadores de desigualdade entre sexos, com prejuízo para o feminino.