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Passámos dois dias com uma assistente social

Muitos são desempregados, outros têm dívidas, alguns não conseguem alimentar os filhos, um não tem casa. Todos pediram ajuda na mesma manhã. Contámos um drama a cada 11 minutos

Já passaram 10 anos desde que começou a trabalhar naquela que é uma das freguesias mais carenciadas da Amadora, por sua vez o quarto município do País em número de habitantes – com tudo aquilo a que isso dá direito, incluindo uma taxa de desemprego de 14,96% (em 2011). Agora, Natália Sá, 34 anos, assistente social, já não tira dinheiro da própria carteira nem vai ao supermercado mais próximo comprar comida para dar às pessoas que a procuram.

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