A lata do lixo contra Farage
Há candidatos que parecem vir das estrelas. Count Binface diz que vem do espaço, quer um lugar em Westminster e, para isso, precisa de vencer o líder do Reform UK.
Há candidatos que parecem vir das estrelas. Count Binface diz que vem do espaço, quer um lugar em Westminster e, para isso, precisa de vencer o líder do Reform UK.
A "guerra assimétrica" com que a Ucrânia mudou a equação da agressão russa tinha em Fedorov uma das principais cabeças. A inovação tecnológica foi fundamental, mas Sirsky representa o lado mais pragmático e rígido de encarar o sacrifício militar. A queda do jovem ministro da Defesa mostrou que Zelensky percebe que uma guerra, mesmo com estes dados novos, continua ser uma guerra feita por militares. A Ucrânia já mostrou que consegue resistir a tudo. Resistirá, pois, a mais esta crise traumática.
Donald Trump bateu ainda mais fundo e gabou-se de fazer batota para despenalizar Balogun. Os belgas responderam em campo e golearam a seleção dos EUA, que até estava a fazer um bom Mundial. Era preciso o Presidente dos EUA fazer estas figuras? O problema é que ainda há quem goste. De Ancara sobrevieram o apelo e o exemplo de Zelensky. Mas o tempo passa e passa e passa...
Donald Trump perdeu a narrativa. O Irão foi um desastre, o Supremo já lhe tinha travado as tarifas e agora travou-lhe o ataque aos filhos de imigrantes nascidos nos EUA, a inflação que não para de subir. Claro que há sempre aqueles 30 e poucos por cento que abdicaram de pensar pela própria cabeça, mas a sangria nos independentes, nos jovens, nos latinos e nos negros é evidente. Tivessem votado com mais consciência: os sinais estavam todos lá.
O “país excecional e indispensável” chega aos 250 anos com um Presidente que promoveu um ataque ao Capitólio. Não, não é um detalhe passageiro. Provavelmente, acabará mal.
O que verdadeiramente impediu a aprovação dessa indesmentível contra-reforma cultural, social e política foi a luta árdua e difícil dos trabalhadores e das trabalhadoras e das suas associações sindicais.
O Chega está a amparar o PSD em vários municípios em troca de nomeações para os seus dirigentes e candidatos. Em Sintra, por exemplo, o partido liderado por Ventura tomou conta da Polícia Municipal e já distribuiu cargos por militantes.
Durante semanas, a esquerda portuguesa acreditou que o Chega seria o parceiro da AD para “atraiçoar” os trabalhadores, aprovando a reforma laboral.
O País só mexeu neste círculo vicioso à força, sob alçada da troika e de Pedro Passos Coelho, mas o sistema refugiou-se depois nos alçapões das novas regras e continua vivo. Alimenta-se a clientela, mas também a perceção de que "são todos iguais" e o populista “eles querem é tacho”. É pena darem-lhes assim razão. Ninguém propôs sequer seriamente, PS ou PSD, tapar os buracos que permitem a continuação deste carrossel que envergonha ambos. Mas, pelo menos, já nos poupavam à exibição pública de moralidade fake.
Foi estranho ver um Governo minoritário empenhar capital político numa reforma superficial, que bateria sempre de frente contra uma maioria iliberal.
Se Keir Starmer se demitir de líder do Partido Trabalhista, inicia-se o processo de uma eleição interna, cujo calendário será determinado pelo comité nacional.
Desde que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, foi apanhado a pedir dinheiro ao alegado criminoso Daniel Vorcaro, cortei no sono e nas refeições só para acompanhar a telenovela em permanência.
Engenheiro florestal, bancário, pastor evangélico e ex-comentador político. O líder da oposição moçambicana ganhou espaço próprio e fundou um partido que parece ameaçar a dinastia da Frelimo.
Passos Coelho cumprimentou o líder do Chega e Ventura disse-lhe que tem "sempre saudades de uma grande figura".
A "guerra civil" no Partido Trabalhista pode significar o fim definitivo do bipartidarismo no Reino Unido. Mas quer dizer muito mais: deixou de ser possível governar ao centro e pode ser impossível impedir que quem beneficie do disparate do Brexit seja quem o tenha promovido. Ainda falta muito tempo para terminar a legislatura do Labour, mas talvez seja tarde para evitar o pior.
De filho de imigrantes paquistaneses, o presidente da Câmara de uma das maiores cidades europeias lidera há dez anos a capital inglesa ao serviço do Partido Trabalhista e já implementou medidas ambientais, sociais e de habitação social. Mas não é socialista e não pode ser comparado ao homólogo em Nova Iorque, Zohran Mamdani.