Presidenciais: Seguro diz que Ventura quer mudar de regime
Candidato presidencial voltou à ideia de que "nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos" que disputam a segunda volta.
Candidato presidencial voltou à ideia de que "nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos" que disputam a segunda volta.
Seguro lembra a Suíça: previsível, rotineira, neutra no bom sentido. Se fizer o que promete – não extravasar a Constituição, colaborar para resolver problemas, actuar sem amarras partidárias e usar a palavra com conta, peso e medida – é preferível esta Suíça a qualquer alternativa tropical ou africana.
Chegou antes de Marcelo às zonas afetadas pelo temporal. No carro, telefona a autarcas, seguradoras, empresários e bombeiros. Decidiu sozinho deslocar-se ao terreno. Planeia em silêncio, mas precisa do contacto com a população. Os dias em que Seguro afinou a sensibilidade presidencial.
“É intolerável na nossa democracia. [...] É um desrespeito pelos eleitores. Quando se passa para lá da linha vermelha, eu reajo”, explicou.
O candidato à presidência da República António José Seguro esteve no NOW na noite desta terça-feira e explicou que criticou os métodos do adversário na corrida a Belém, “designadamente nas redes sociais, que partem de perceções, narrativas alternativas, insultos e falsidades”.
O candidato a Belém considerou que “A maior parte dos salários dos portugueses não são como o salário do ministro da Coesão Territorial e, portanto, não podem ficar dependentes do salário do mês passado”.
Marcelo Rebelo de Sousa reduziu a sua deslocação a Espanha.
O candidato a Belém sustentou ainda que estes fundos, "tal como aconteceu no incêndios", têm que ser previamente ativados para poderem ser "rapidamente utilizados".
Candidato esteve este domingo em entrevista na SIC Notícias onde falou sobre a questão do mau tempo, dos incêndios, do plano internacional e sobre um eventual chumbo do Orçamento do Estado.
Secretário-geral do PCP não considera que Seguro representa a esquerda, mas entende que o voto no socialista é necessário para derrotar Ventura.
Rio justificou o voto, afirmando não querer “um Presidente populista, um Presidente que não tem problemas nenhuns em mentir e em utilizar argumentos falaciosos para conseguir subir, utilizar demagogia, um Presidente do Tik-Tok”.
O frente a frente dos dois candidatos na corrida a Belém, Seguro vs Ventura, pode vir a ser decisivo nos resultados e, por isso, merece escrutínio. No Governo, faz-se a dança das cadeiras dos líderes hospitalares.
Equipa jurídica do partido analisa viabilidade do cenário, mas partido garante que Ventura não vai acumular funções. Constitucionalistas afirmam não existir qualquer norma que o impeça, mas que vai contra o espírito da lei.
António José Seguro controlou genericamente um debate que não seria, à partida, decisivo para o desfecho das Presidenciais. Promulgará a reforma laboral se a UGT estiver a bordo, fará um primeiro Conselho de Estado sobre Defesa e vai tentar um "pacto" na Saúde. André Ventura mudou de opinião sobre o reforço dos poderes presidenciais, escorregou na Justiça - e falou quase sempre para a sua base eleitoral.
O próximo Presidente da República deverá ser António José Seguro. A rejeição de André Ventura baixou consideravelmente nos últimos dois anos, mas ainda se situa acima dos 60%. O caminho de Seguro para Belém está, por isso, aberto. Ventura pode surpreender e atingir, a 8 de fevereiro, um valor na casa dos 40%. Se assim for, a segunda volta revelará dois vencedores: Seguro ganha a Presidência, o líder do Chega obtém patamar eleitoral que o pode colocar acima de Luís Montenegro. Ainda não é a rutura, mas já será um grande abalo para o regime.
Os sintomas confundem-se normalmente com depressão ou ansiedade e só o diagnóstico traz a resposta para o que se sentiu toda a vida. Casos de pais que descobrem que afinal também sofrem do mesmo mal das crianças.