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Santana Lopes para Montenegro: "Não te preocupes, não está nas minhas intenções candidatar-me"

Presidente da Câmara da Figueira da Foz regressou ao PSD como militante.

Pedro Santana Lopes discursou no Congresso do PSD, depois de ser anunciado o seu regresso como militante, e defendeu que Luís Montenegro ganharia a qualquer um que se candidatasse contra ele à liderança do partido.

Luís Montenegro e Santana Lopes
Luís Montenegro e Santana Lopes Lusa

No 43.º Congresso Nacional do PSD, em Anadia, no distrito de Aveiro, onde chegou perto da meia-noite, o antigo primeiro-ministro referiu que "houve militantes que saíram do partido e, depois de regressarem, foram presidentes do partido: Mota Pinto, Rui Machete".

Logo a seguir, dirigindo-se para o presidente do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro, acrescentou: "Não te preocupes, não está nas minhas intenções candidatar-me à presidência do partido. Mas quero dizer hoje aqui: tenho a certeza absoluta, candidatasse-se quem se candidatasse neste Congresso, ou nos que aí vêm, tu ganhavas, e largo".

"Candidatasse-se quem se candidatasse", reforçou Pedro Santana Lopes, que ressalvou depois que falava "com todo o respeito por todos" e deixou um elogio a Pedro Passos Coelho: "Eu o que fiz em 2018 [sair do PSD] podia ter feito mais cedo, não tivesse ascendido à liderança alguém que tanto consideramos, respeitamos e admiramos como Pedro Passos Coelho e o trabalho notável que teve de fazer no tempo de emergência nacional".

Sobre o seu regresso agora à condição de militante do PSD, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz comentou: "É nestas alturas, em que as sondagens nos dão em terceiro, que me sabe bem voltar aqui. Se te dessem disparado à frente, não é muito o meu género. Foi por isso também que, quando foi à 'troika', quis continuar".

Pedro Santana Lopes chegou ao Velódromo de Sangalhos perto da meia-noite, quando mais de metade dos lugares estavam vazios, e fez um discurso de cerca de 20 minutos, em que falou da passagem do tempo e recordou a frase "vou andar por aí", que disse em 2005, quando deixou a liderança do PSD.

Para explicar a sua desfiliação do PSD em 2018 -- para fundar o partido Aliança, de onde entretanto saiu -- salientou que nesse ano disputou diretas em que foi derrotado por Rui Rio "com quem não concordava de todo", porque "achava um erro o partido ir encostar-se mais no tal centro-esquerda ou esquerda".

"Eu não sou capaz de pedir desculpa, porque eu agi de acordo com a minha consciência. Certo ou errado, eu fiz aquilo que achei que devia fazer", declarou.

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