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Saab "em conversações" com Marinha portuguesa para venda de mísseis

Lusa 23 de abril de 2026 às 19:58
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Com um alcance superior a 300 quilómetros, este sistema de mísseis consegue desviar-se de obstáculos na sua trajetória até ao alvo e pode ser lançado de terra, ar e mar.

A empresa sueca Saab está "em conversações" com a Marinha portuguesa com o objetivo de vender mísseis para equipar as fragatas da classe Vasco da Gama e futuros navios, revelou esta quinta-feira um dos responsáveis.

Fragata Vasco da Gama
Fragata Vasco da Gama Sérgio Lemos

Esta intenção foi revelada por John Belanger, diretor da área de negócios no que toca a sistemas de mísseis da Saab, numa visita da imprensa portuguesa às instalações da empresa em Linköping, cidade na Suécia. De acordo com John Belanger, a empresa sueca está "em conversações" com a Marinha portuguesa com o objetivo de vender o sistema de mísseis RBS15, no âmbito do processo de modernização das fragatas da classe Vasco da Gama e aquisição de novos navios.

Com um alcance superior a 300 quilómetros, este sistema de mísseis (cada um com cerca de duzentos quilos de material explosivo) é considerado "inteligente" porque consegue desviar-se de obstáculos na sua trajetória até ao alvo e pode ser lançado de terra, ar e mar. É um dos tipos de mísseis que pode ser incorporado no caça Gripen, que a empresa sueca está a tentar vender a Portugal para substituir a esquadra de F-16, já em fim de ciclo de vida. O responsável realçou que o RBS 15 é um sistema europeu e os seus principais componentes são também oriundos da Europa, com vários países da NATO a operar este sistema.

Além das Vasco da Gama, a Marinha portuguesa tem também prevista a aquisição de três fragatas de nova geração, no âmbito do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE), - empréstimos europeus a preços favoráveis que têm que ser executados até 2030, aos quais Portugal se candidatou com um plano de 5,8 mil milhões de euros para reequipar as suas Forças Armadas.

A Armada está a fazer um conjunto alargado de compras de equipamento, com entregas previstas nos próximos anos: o porta-drones D. João II, que está a ser construído na Roménia e será entregue em 2026, os seis Navios de Patrulha Oceânicos (NPO's), cuja primeira embarcação deverá chegar em 2027 e dois reabastecedores logísticos em 2028.

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