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IL aconselha Governo a perceber que Chega "não é um parceiro reformista"

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Mariana Leitão disse que o Chega apresenta-se como "força de rutura, mas votou com toda a esquerda quando chegou o momento de decidir".

A Iniciativa Liberal (IL) criticou hoje o Governo PSD-CDS por apresentar "uma proposta tímida" de lei laboral para "vê-la chumbada e aguardar" e aconselhou-o a perceber que o Chega "não é um parceiro reformista".

Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal
Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal PAULO NOVAIS/LUSA

Um dia depois de a IL ter votado a favor da reforma laboral do Governo, chumbada pela esquerda e pelo Chega, a presidente da IL, Mariana Leitão, dividiu o Parlamento em dois blocos: o reformista, com PSD, CDS e IL, e bloco socialista, apelidado de "bloco da estagnação".

Segundo o discurso da líder da IL na reunião do conselho nacional, em Lisboa, distribuído pelo partido, Mariana Leitão disse que o Governo afirma estar neste "bloco reformista".

"O Governo diz que está neste bloco, mas estar neste bloco exige mais do que apresentar uma proposta tímida, vê-la chumbada e aguardar. Exige perceber que o Chega não é um parceiro reformista, nunca foi, nem nunca será. Exige construir um caminho diferente, com propostas que cheguem mais longe", afirmou.

A Iniciativa Liberal, acrescentou, "vai continuar a pressionar nessa direção, dentro do Parlamento", com propostas "sustentadas pelos dados e pelos casos de sucesso da Europa.

A líder e deputada da IL fez também uma crítica ao Chega, que, "para salvar o país, tem de o destruir primeiro": apresenta-se como "força de rutura, mas votou com toda a esquerda quando chegou o momento de decidir".

Na sexta-feira, a proposta do Governo para rever a legislação laboral foi chumbada, na generalidade, com os votos contra da esquerda parlamentar (PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP) e do Chega, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.

Na reunião do conselho nacional de hoje, a presidente da IL anunciou ainda que o partido vai apresentar uma proposta de reforma da Lei de Bases da Proteção Civil que, passados nove anos sobre a tragédia dos incêndios de Pedrógão Grande e depois do "apagão" de 2025 e das tempestades do início do ano, "permaneceu, no essencial, intocada".

Essa reforma, disse, tem quatro eixos: passar da "reação à prevenção", "identificar e proteger as infraestruturas críticas", "devolver o papel ativo ao cidadão" e "atualizar a lei para os riscos de hoje".