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Solidão, ódio e doutrinação online: a história do primeiro menor condenado por glorificar terrorismo

Carlos Rodrigues Lima
Carlos Rodrigues Lima 03 de março de 2026 às 23:00

Na solidão do quarto, o "Duarte" aprendeu a doutrina nazi, ameaçou com um ataque à Mesquita de Lisboa, elogiou Brenton Tarrant e Andreas Brevik, autores de massacres. Depois de 16 meses num centro educativo, saiu em janeiro. Mas estará desradicalizado?

Tivesse “Duarte” mais de 16 anos quando praticou os crimes e não teria passado os últimos 10 meses num Centro Tutelar Educativo (onde já se encontrava preventivamente há seis), mas numa cadeia comum: discriminação e incitamento ao ódio, ameaça e elogio a práticas terroristas. Esta foi a sentença do Tribunal de Família e Menores de Cascais que, em março do ano passado, o tornou o primeiro menor condenado em Portugal por atos associados a extremismo e terrorismo.