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Diretor da PSP diz que polícia que matou Odair Moniz continua suspenso de funções

Luís Carrilho diz que é preciso esperar pelo processo disciplinar e que a sentença transite em julgado.

O diretor nacional da PSP disse esta sexta-feira que continua suspenso o agente que matou Odair Moniz e condenado esta semana a pena suspensa, indicando que é preciso esperar pela processo disciplinar e que a sentença transite em julgado.

Luís Carrilho,  diretor nacional da PSP
Luís Carrilho, diretor nacional da PSP Lusa

"É um caso que ainda não transitou em julgado, ainda admite recurso. Devemos esperar com grande tranquilidade o termo do processo e tudo faremos para continuar a colaborar com a justiça, disse aos jornalistas Luís Carrilho à margem do seminário "Segurança Rodoviária. Consciencialização Preventiva e o seu Impacto na Sinistralidade", organizado pela Polícia de Segurança Pública.

O agente da PSP que matou Odair Moniz na Cova da Moura, Amadora, em outubro de 2024 foi esta semana condenado a três anos e seis meses de pena suspensa, com o tribunal a considerar que Odair Moniz não tinha consigo nenhuma faca.

O agente tinha como uma das medidas de coação a suspensão de funções e o tribunal remeteu para a PSP a decisão sobre se Bruno Pinto pode ou não voltar à Polícia.

O diretor da PSP avançou que está também a decorreu um processo disciplinar na Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) que ainda não está concluído.

"Relativamente ao nosso polícia, ser-lhe-á dada função compatível, mas, como disse, neste momento está suspenso. O processo disciplinar não está na Polícia de Segurança Pública e tem que respeitar a autonomia do Inspetor-Geral da Administração Interna nesse âmbito", precisou.

Luís Carrilho reiterou "grande solidariedade" com o agente Bruno Pinto, justificando que um polícia que passa por uma circunstância como aquela quer "dar o seu melhor".

Tanto o Ministério Público, como a defesa do agente da PSP, já anunciaram que vão recorrer da decisão do tribunal.

Numa resposta enviada à Lusa, a IGAI refere que o processo disciplinar está "pendente e aguarda-se o envio da decisão do processo-crime para análise".

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