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Advogados dizem que escutas mostram que "não havia nada" contra António Costa

Defesa do antigo primeiro-ministro reagiu à investigação da SÁBADO.

Os advogados de António Costa criticaram, esta quarta-feira, o Ministério Público, afirmando que as escutas r que nunca houve suspeitas claras sobre o antigo primeiro-ministro na 'Operação Influencer'.

António Costa, presidente do Conselho Europeu
António Costa, presidente do Conselho Europeu

Recordando o comunicado da Procuradoria-geral da República, de 7 de novembro de 2023, no qual foi revelada a existência de uma investigação contra António Costa (o que motivou o seu pedido de demissão), os advogados João Lima Clunny e Diogo Serrano referem que, após a divulgação das escutas, já naquela data não havia "nada, mas rigorosamente nada a respeito" do então primeiro-ministro. “O Ministério Público tem a obrigação de clarificar o que andou efetivamente a fazer e demonstrar publicamente que nunca deixou de cumprir as exigências da Lei”, escreveram os defensores. 

No comunicado, enviado às redações, sublinham as posições que o antigo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, António Piçarra, tomou no processo, concluindo que "pode ser interessante escutar os membros do Governo sobre a ação política, mas longe vão os tempos em que escutar para saber o que os outros pensam era uma prática com que tínhamos de viver", o que parece ser uma clara referência às escutas telefónicas da PIDE, a polícia política do Estado Novo.

João Lima Cluny e Diogo Serrano questionam ainda o Ministério Público por que motive continua a guardar as escutas com António Costa e se há outras que ainda constam do processo, mas não foram transcritas.

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