Sábado – Pense por si

SIGA-NOS NO WHATSAPP
Não perca as grandes histórias da SÁBADO

Franceses vão às urnas escolher autarcas sob a ameaça do Covid-19

15 de março de 2020 às 09:39
Adicione como fonte preferencial no Google
As mais lidas

Cerca de 47,7 milhões de franceses votam nas eleições municipais deste domingo, um dia depois do país ter fechado todos os bares, restaurantes, cafés e cinemas devido ao coronavírus.

Mesmo com fecho das escolas e diminuição dos trajetos casa-trabalho, cerca de 47,7 milhões de franceses estão inscritos para votarem votar nas eleições municipais, que foram mantidas pelo Presidente e que têm medidas especiais de realização devido ao Covid-19???????.

Dois postos de lavagem de mãos à entrada e saída das mesas de voto, marcas no chão com cerca de um metro de distância entre cada uma para organizar as filas de eleitores e trazer a sua própria caneta de casa são apenas algumas das regras a respeitar nestas eleições municipais em França.

O anúncio da manutenção das eleições no meio da pandemia do Covid-19, que já fez 79 mortos em França, foi considerada por alguns contraditória, mas o Presidente francês Emmanuel Macron justificou a decisão com o parecer positivo do seu conselho científico e também a importância da "continuidade da vida democrática no país".

Assim, a pandemia levar que muitos eleitores optem por não votar para se protegerem do vírus, acentuando um cenário que já era de incerteza política em muitas pequenas, médias e grandes cidades no país.

A entrada do partido La Republique En Marche (LREM), partido que elegeu o Presidente e detém a maioria na Assembleia Nacional, nas eleições locais veio baralhar as contas municipais, assim como o enfraquecimento de formações como o Partido Socialista à esquerda ou Os Republicanos à direita. Os Verdes, após um bom resultado nas eleições europeias, têm também grandes esperanças para estas eleições locais.

Assim, cidades chave para a manutenção do controlo da política local como Paris, Lyon ou Marselha não têm um vencedor óbvio, com o LREM a seduzir muitos candidatos alternativos ou autarcas que se desentenderam com os seus partidos nos últimos anos.

Outro cenário possível em muitas cidades são as alianças improváveis para a segunda volta, marcada para o próximo dia 22 de março para quem não conseguiu mais de 50% na primeira volta.