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Novas descobertas para tratar a dor

Lucília Galha
Lucília Galha 28 de abril de 2026 às 23:00

Um analgésico inspirado numa esponja do mar, que não provoca adição; terapias que regeneram e recuperam funções; usar a música para criar novos circuitos no cérebro. Há cada vez mais a perspetiva de que a dor não é só uma sensação física, também envolve as emoções - e sim, o psicólogo pode ser mais eficaz que um comprimido.

Há muito que o potencial dos recursos do mar na saúde era conhecido, mas a natureza daquela descoberta surpreendeu. O chamado “momento Eureka” aconteceu por acaso, durante um mergulho recreativo em Sagres, e a espécie em causa foi uma esponja do mar, do género Erylus - que se assemelha a uma rocha castanha e tem um cheiro repelente. Comecemos pelo início: o neurofisiologista Pedro Lima foi fazer mergulho com a ex-mulher, mãe dos seus filhos; ela tocou naquela esponja sem luvas e, quando saiu da água, tinha a cara inchada e vermelha, mas não sentia nada. Intrigado, o investigador foi buscar a esponja e levou-a para o laboratório para a estudar. “O palpite era de que poderia ter propriedades analgésicas ou anestésicas, ou as duas”, recorda André Bastos, que na altura era estudante de mestrado e hoje é o diretor de tecnologia da empresa entretanto criada, a Sea4us.

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