A teia de corrupção espanhola
Em oito anos de governação, o círculo pessoal de Pedro Sánchez deixou um rasto de processos judiciais. Na lista há espaço para familiares e líderes do PSOE.
Em oito anos de governação, o círculo pessoal de Pedro Sánchez deixou um rasto de processos judiciais. Na lista há espaço para familiares e líderes do PSOE.
Após dois anos de investigação, o juiz de instrução Juan Carlos Peinado processou Begoña Gómez, casada com Pedro Sánchez, por tráfico de influências, corrupção nos negócios, desvio de fundos públicos e apropriação indevida.
José Manuel Durão Barroso, futuro presidente da Comissão Europeia, futuro presidente não executivo do Goldman Sachs International, futuro cidadão do mundo com várias moradas em países com regimes fiscais convenientes — foi maoísta.
Estas eleições são especialmente importantes porque a Estremadura foi, durante muitos anos, um importante bastião do PSOE, mas desde 2023 encontra-se nas mãos do Partido Popular.
Na queda do Governo, a IL é o único partido que tem as mãos limpas. Talvez por ter intuído que as dúvidas legítimas sobre a actividade empresarial de Montenegro não justificavam nova crise e novas eleições no espaço de um ano.
Desde 2020, há uma nova expressão no dicionário gastronómico português: frango desossado. Fomos à procura das marcas que o projetaram.
O problema não era a nossa miúda, o avô extremoso e a fruta que teima em vir rodeada de casca por todos os lados.
O processo Tutti Frutti mostra um pouco do albergue espanhol em que PS e PSD transformaram câmaras, como a de Lisboa. Mostra uma certa visão da política, que predomina em alguns setores dos partidos do poder, e que viola o princípio da igualdade.
Estamos perante uma crise mais ampla de confiança dos cidadãos nas instituições do estado de direito democrático, não um problema e uma crise de confiança específica no Ministério Público.
Tribunal abriu processo contra a mulher do chefe de governo espanhol após denúncias de alegado tráfico de influências e corrupção. Decisão é anunciada segunda-feira.
Há muita confusão entre liberdade e democracia. A liberdade nasceu na tarde e dura intacta até hoje. Não penso que a liberdade esteja hoje diminuída, mas já não se passa o mesmo com a democracia.
No caso das polémicas sobre o Ministério Público e o papel da magistratura, pode dizer-se que não há sistemas de justiça perfeitos, mas que se podem criar modelos menos maus. E aperfeiçoáveis.
Por aquilo que se sabe até agora, nos processos da câmara, Fernando Medina pode, eventualmente, nunca vir a ser constituído arguido, quanto mais pronunciado e julgado. Coisa diferente poderá ser a situação de outros membros do Governo, mas também de dirigentes do PSD.
A corrupção, a prepotência e a impunidade tornaram-se estruturantes do exercício do poder em Portugal. E António Costa é o príncipe desta podridão.
A raiz do mal é mais o que a Itália é hoje, uma economia altamente endividada e um país subsidiado, viciado em fundos comunitários, sem capacidade de enfrentar os problemas de segurança. Sem soluções para uma vaga continuada de quase 1 milhão de imigrantes, deixando crescer a xenofobia.
A pandemia foi tanto um acelerador como um travão. Se por um lado antecipou modelos de trabalho e relações profissionais que estavam previstos e cuja implementação se arrastava, por outro radicalizou essas mesmas relações, obrigando alguns a parar para pensar.