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Nas urgências do Beatriz Ângelo há dois anestesistas para um hospital inteiro

Dezenas de especialistas saíram para o privado. Os blocos estão a funcionar só para os casos oncológicos e as epidurais nos partos não são garantidas.

Desde meados da semana passada que há menos bebés a nascer em Loures. O número de partos no Hospital Beatriz Ângelo foi reduzido para metade. Se antes havia capacidade para ter meia dúzia de mulheres em trabalho de parto ao mesmo tempo, hoje só é possível manter duas, no máximo três. O problema não é a falta de obstetras, mas de anestesistas. São estes especialistas que garantem a epidural nas situações normais, e uma anestesia em cesarianas emergentes. E se antes existia um anestesista alocado ao bloco de partos, agora é preciso esperar que os que estão nas Urgências estejam disponíveis. Nem sempre acontece. Razão: são apenas dois, para todo o hospital.

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