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Margarida Tengarrinha (1928-2023): “Enquanto houver exploradores e explorados tem de haver revolução”

Antifascista, artista plástica, escritora, deputada, militante do PCP durante mais de 70 anos, viveu 20 deles na clandestinidade. Morreu aos 95 anos no seu Algarve.

Quando Margarida Tengarrinha nasceu (em Portimão, a 7 de maio de 1928), Portugal levava quase dois anos de ditadura militar. A família fazia parte da pequena burguesia, com a mãe a trabalhar em casa e o pai, funcionário do Banco de Portugal. Foi por volta dos 5 anos, recordou mais tarde em conversas e entrevistas, que Margarida tomou uma decisão para a vida. Nesse ano de 1934, o país já tinha entrado no Estado Novo. A Constituição Portuguesa tinha sido aprovada no ano anterior, António de Oliveira Salazar passara de ministro das Finanças a Presidente do Conselho de Ministros e a contestação crescia a cada dia.

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