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Bastidores: A reportagem que ninguém queria fazer

Enquanto esperava num café, viu entrar a mãe da vítima. Vinha comprar pastilhas e praguejava ao telemóvel contra os jornalistas. Ainda assim, Tânia Pereirinha fez o que se exigia: abordou-a, mas de forma moderada como a situação impunha

É a reportagem que nenhum jornalista gostava de ter de fazer. Tânia Pereirinha não é excepção, mas no dia seguinte à tragédia dirigiu-se a Salvaterra de Magos empenhada em recolher o máximo de elementos que a ajudassem a construir os contornos do crime e a perceber melhor o que aconteceu – o contexto familiar daqueles miúdos, a relação entre eles, as razões do crime.

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