Sábado – Pense por si

José Pacheco Pereira
José Pacheco Pereira Professor
21 de julho de 2026 às 23:00

O Estado da Nação sofrível, mas sem esperança

As pessoas estão a ser empurradas para um quotidiano infeliz, pobre de saber, barato mas medíocre, com muita distração sem satisfação, em que uma identidade sem identidade disfarça-se de agressividade para criar fronteiras do ser, que são pouco mais do que papel pintado, buzinadelas, gritos guturais, violência doméstica e machismo nos cafés reais e nos cafés das redes sociais.

O Estado da Nação não é muito mau, mas é sofrível, a mais terrível classificação que nunca satisfez ninguém, uma espécie de mediocridade aceitável. É por isso que não há esperança nem “motivação” que a resolva. O governo é o que é, desigual, mas a tender para o medíocre. Como todos os governos nas actuais democracias acha que o disfarce da “comunicação” resolve os problemas dos erros da governação. Mas, no caso português, a “comunicação” ainda é pior do que a governação. Confundindo partido e governo, respondendo à crise do dia espelhada na televisão e na imprensa, ninguém ouve nada porque não há nada para ouvir.

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