O Presidente dos EUA declara que o Direito Internacional é a sua "moralidade". A Venezuela foi só o início e a seguir vem Cuba? Regressa a teoria do "domínio do pátio traseiro". Daí não vem novidade. Mas a Gronelândia é outra coisa: os EUA de Trump não excluem atacar uma democracia aliada. Ou seja: a NATO pode atacar a NATO. O paradoxo dispensaria mais explicações
Não vale a pena apontar o dedo: é o próprio que o assume. Para o Presidente dos EUA, o Direito Internacional não é para respeitar. O que conta é a sua "moralidade". Em 2026, o líder da superpotência incumbente decreta um mundo sem regras pré-definidas, que assim se entrega à discricionariedade de quem pode mandar pela força que tem. Os Estados Unidos têm força para decretar um controlo temporário da Venezuela? Pode ser. A Rússia tem força para tentar invadir parte da Ucrânia? Vale. A China tem força para engolir Taiwan? Siga. As esferas de influência têm só um pequeno problema: ignoram os interesses dos países médios e expõem por completo as vulnerabilidades dos países mais pequenos. Harari, em vésperas da invasão de Putin na Ucrânia, escrevia na Economist, pelo início de fevereiro de 2022: "Quando permitimos que os mais fortes invadam os vizinhos mais fracos e nada acontece, isso altera todos os comportamentos que temos uns com os outros." É isto.
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