Sábado – Pense por si

SIGA-NOS NO WHATSAPP
Não perca as grandes histórias da SÁBADO

Trump ameaça bloquear o Estreito de Ormuz depois de negociações de paz terem terminado sem acordo

As mais lidas

Antes da guerra Trump tinha procurado exercer controlo estratégico do Estreito, responsável pelo transporte de 20% do abastecimento mundial de petróleo, na esperança de retirar ao Irão uma das suas principais fontes de financiamento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este domingo que a Marinha norte-americana iria iniciar "imediatamente" um bloqueio para impedir que navios atravessem o Estreito de Ormuz. As declarações surgem depois das negociações de paz entre os EUA e o Irão, mediadas pelo Paquistão e realizadas no mesmo país, terem terminado sem um acordo. 

Navio a atravessar o Estreito de Ormuz
Navio a atravessar o Estreito de Ormuz AP

Através da rede social Truth Social, o líder norte-americano acrescentou que iria instruir a Marinha a "localizar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago uma taxa ao Irão" e que os EUA estavam pronto para "acabar" com o Irão num "momento oportuno". Trump frisou ainda que as ambições nucleares de Teerão foram a causa pela qual as negociações não terminaram num cessar-fogo definitivo. 

Segundo a agência norte-americana Associated Press, antes da guerra Trump tinha procurado exercer controlo estratégico do Estreito, responsável pelo transporte de 20% do abastecimento mundial de petróleo, na esperança de retirar ao Irão uma das suas principais fontes de financiamento. 

As negociações entre os EUA e o Irão, que decorreram no Paquistão, deram início este sábado e terminaram 21 horas depois, na madrugada de domingo. Os oficiais norte-americanos afirmaram que as negociações fracassaram devido à recusa do Irão em abandonar o seu projeto nuclear. Já as autoridades iranianas culparam os EUA sem especificar quaisquer razões. 

Nenhuma das partes indicou o que irá acontecer depois do fim do cessar-fogo de duas semanas, imposto a semana passada e com data limite de 22 de abril, apesar dos mediadores paquistaneses terem instado todas as parte a mantê-lo. 

Artigos Relacionados