Sábado – Pense por si

Contos Clássicos Portugueses


agora disponíveis para ler e ouvirContos Clássicos PortuguesesAceder aqui

“Houve uma mudança de regime no Irão”, garante Trump no discurso aos norte-americanos

As mais lidas

O presidente discursou esta madrugada e defendeu que a “Operação Fúria Épica” era “necessária para a segurança dos Estados Unidos e do mundo livre”.

Na noite de quarta-feira, madrugada desta quinta-feira em Portugal, o presidente dos Estados Unidos dirigiu-se ao seu país para garantir que a operação militar no Médio Oriente está “quase concluída” e defender o conflito cada vez menos popular entre os norte-americanos. Donald Trump reforçou o que já tinha referido anteriormente no mesmo dia, que a guerra vai acabar em duas ou três semanas.  

Trump discursa sobre o Irão e defende "Operação Fúria Épica" para segurança dos EUA
Trump discursa sobre o Irão e defende "Operação Fúria Épica" para segurança dos EUA AP Photo/Alex Brandon, Pool

Trump apresentou uma série de alegados sucessos militares que as forças armadas dos Estados Unidos conseguiram desde o início da "Operação Fúria Épica", a 28 de fevereiro, incluindo as perdas na marinha, na força aérea e na liderança iraniana, bem como a morte do aiatola Ali Khamenei. O republicano afirmou que “a capacidade de lançar mísseis e drones [do Irão] foi drasticamente reduzida”; ainda assim vale a pena lembrar que o gigante do Médio Oriente tem conseguido atacar vários dos aliados norte-americanos na região.  

Durante o discurso Trump recordou também o momento, aquando o lançamento da sua primeira campanha presidencial, na Trump Tower, em que disse “jurei que jamais permitiria que o Irão tivesse uma arma nuclear”. 

Sem admitir que pensou que a operação seria mais fácil, Trump referiu que considerou que a “tomada magistral da Venezuela em questão de minutos”, no início de 2026, é um modelo para as missões no Irão, recordando até que com a operação gerou “respeito” global pelos Estados Unidos. 

Apesar de a “Operação Fúria Épica” ser “necessária para a segurança dos Estados Unidos e a segurança do mundo livre”, o presidente norte-americano garantiu que os Estados Unidos são “agora totalmente independentes do Médio Oriente”: “Não precisamos de estar lá. Não precisamos do petróleo deles. Não precisamos de nada que eles tenham”.  

Donald Trump acusou também presidentes anteriores de “cometerem erros” ao não conseguirem eliminar o Irão e é por isso que agora está a “corrigir isso”. Até porque, neste momento, o Irão estava a desenvolver mísseis que “em breve” conseguiriam atingir o território norte-americano. Recorde-se que, apesar das declarações do presidente, as avaliações da inteligência norte-americana indicavam que seria preciso mais de uma década para que Teerão conseguisse desenvolver mísseis intercontinentais.   

“A minha primeira preferência sempre foi o caminho da diplomacia”, continuou, apesar de ter retirado os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 e ter atacado militarmente alvos iranianos duas vezes a meio de negociações diplomáticas.  

Durante este discurso dirigido à nação norte-americana Trump defendeu até que “houve uma mudança de regime”, apesar de os novos líderes iranianos, promovidos para substituir os que foram mortos pelos norte-americanos, defenderem as mesmas ideologias que os anteriores e já terem um papel ativo no regime antes dos ataques. Ainda assim, mais à frente acabou por admitir que “a mudança de regime não era o objetivo”.  

Quanto ao impacto negativo da guerra na economia, o presidente dos Estados Unidos garante que o aumento dos combustíveis será “de curto prazo”. Até porque os Estados Unidos “nunca estiveram tão bem preparados economicamente” para enfrentar a ameaça do Irão. Segundo o presidente, Trump foi capaz de transformar um “país morto e debilitado” no melhor mercado do mundo sem inflação.  

Quanto ao Estreito de Ormuz, Trump defendeu que os países que recebem o petróleo que por lá passa, principalmente os asiáticos, devem ser os responsáveis pela sua reabertura: “Vamos ajudar, mas eles devem tomar a iniciativa. A parte difícil já foi feita, então deve ser fácil. E, de qualquer forma, quando esse conflito terminar, o estreito vai ser aberto naturalmente, simplesmente abrir-se-á naturalmente”.

Siga-nos no .  

Artigos Relacionados