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Uma luz que nunca se apaga: há 40 anos, os The Smiths matavam a rainha

A 16 de junho de 1986, Morrissey, Johnny Marr e companhia lançavam um disco que moldou o som dos anos 1980, em choque com os sintetizadores lustrosos que dominavam a pop. O ouro estava nos singles.

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08 de junho de 2026 às 22:59
Da esquerda para a direita, Johnny Marr, Morrissey, Mike Joyce e Andy Rourke, fotografados em junho de 1985
Da esquerda para a direita, Johnny Marr, Morrissey, Mike Joyce e Andy Rourke, fotografados em junho de 1985 Ross Marino/Getty Images

Comecemos pela dicotomia de uma banda baptizada de forma despretensiosa, mas cujas canções e álbuns não retratam de todo esse desprendimento do ego. Aliás, a sede de protagonismo regada com uma boa dose de pretensiosismo fez parte da banda desde os seus primórdios: não obstante as insinuações desesperadas de Morrissey, os The Smiths foram rejeitados pelo padrinho da cena musical de Manchester – Tony Wilson –, que estendera a mão a tantas bandas da região (Joy Division, New Order, Happy Mondays, etc). Marr, anos volvidos, viria a contradizer esta versão, afirmando que nunca tinha tido interesse em assinar pela editora de Wilson.

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