Há mais de 25 anos que Portugal é modelo no campo do combate às dependências de substâncias ilícitas. Por cá, o que mais se consome são bebidas alcoólicas, logo seguidas pela canábis, cuja realidade está cada vez mais perigosa
Passaram 26 anos sobre a criação da Estratégia Nacional de Luta contra a Droga, uma ideia nascida da Comissão de Sábios, como se batizou à época, que incluía o psiquiatra Nuno Silva Miguel, João Goulão (hoje à frente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências, ICAD), Daniel Sampaio, Júlio Machado Vaz, Alexandre Quintanilha, entre outros. A pedido do então primeiro-ministro, António Guterres, estes especialistas na matéria foram convocados para traçar um diagnóstico da situação nacional, pois existia naquela época uma pandemia de heroína e problemas gravíssimos relacionados com o consumo de drogas, como doenças infecciosas ou questões de segurança. Daí surgiu a necessidade de uma recolha de dados para melhorar o conhecimento da situação e a proposta da Lei da Descriminalização, implementada depois em
2001. Recentemente, o ICAD lançou um volume que reúne dados de duas décadas acerca do Consumo de drogas, álcool e outros comportamentos aditivos em Portugal. Pretexto para esta entrevista a Alcina Correia, 59 anos, diretora do departamento departamento de investigação, monitorização e comunicação.
Alcina Correia: "Não existe consumo de álcool sem dano"
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