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Os escravos que constroem os estádios do Qatar

Os trabalhadores estão fechados em campos protegidos por guardas, não têm água potável e recebem 1,38 euros por hora. "São tratados como cavalos num estábulo", denunciam

Calculamos que vão morrer 7 mil trabalhadores antes do início do Mundial." Sharan Burrow, secretária-geral da Confederação Internacional Sindical (ITUC), visitou o Qatar várias vezes e deparou-se com "condições desumanas, próprias de um estado de escravatura moderna". "Os trabalhadores estão fechados em campos protegidos por guardas e só saem dali para ir trabalhar. Muitos destes locais não têm água potável. Cheguei a provar a água salgada que lhes dão para beber e tomar banho. Ouvi homens adultos dizerem que eram tratados como cavalos num estábulo", disse àSÁBADO.

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