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Quando os restos de comida eram vendidos no mercado

Na França do século XIX vender os restos do jantar dos palácios era profissão e em Portugal, nos anos 70, parecia mal levar o que sobrava, no restaurante. O que deixamos no prato é uma narrativa social e económica.

Durante muito tempo, na Idade Média, não existiram pratos. Comia-se com as mãos e, à mesa, a comida era distribuída em grandes rodelas de pão. Terminada a refeição, espinhas e ossos eram atirados aos cães que estivessem por perto e "as fatias de pão eram distribuídas aos mendigos que se aglomeravam no pátio ou faziam fila no portão de armas".

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