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Entre o áudio e a palavra: investigadores portugueses usam IA para reconhecer emoções na música

Renata Lima Lobo 25 de março de 2026 às 18:20
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O projeto, chamado MERGE, tem por objetivo classificar de forma automática as emoções nos temas musicais.

Não é segredo que a música desperta emoções, umas mais tristes, outras mais alegres. Mas uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra quer automatizar a classificação emocional de músicas, servindo-se de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) para gerar resultados, combinando áudios e letras.

Mulher a ouvir música
Mulher a ouvir música Andrea Piacquadio/Pexels

A investigação está a ser desenvolvida no Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e o objetivo passa por “melhorar os sistemas que permitem classificar música de acordo com a emoção que transmite, funcionalidade cada vez mais relevante em plataformas de streaming”, lê-se num comunicado da universidade.

Segundo Rui Pedro Paiva, coordenador do projeto, o MERGE “pretende dar um salto na investigação nesta área, combinando áudio e letra das músicas para criar sistemas capazes de classificar emoções automaticamente, utilizando inteligência artificial, processamento de sinal áudio e linguagem natural”.

A tecnologia que está a ser desenvolvida usa, portanto, dois tipos de informação em simultâneo: o som da música e a letra. O que permite analisar de forma mais rápida características como o ritmo, o tom, a expressividade e a percussão. Para já, a investigação resultou num protótipo de aplicação que “posiciona cada música num ‘mapa emocional’ com dois eixos: valência (emoções positivas ou negativas) e ativação (intensidade emocional)”.

Na prática, isto irá permitir a criação de playlists personalizadas ou pesquisas de música consoante estados de espírito, uma inovação com bastante potencial para integrar plataformas de streaming. Enquanto isso não acontece, o projeto planeia demonstrar os avanços alcançados numa aplicação autónoma e numa plataforma online, “contribuindo para o desenvolvimento de sistemas mais precisos e úteis em Music Emotion Recognition”.

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