Tancos: Relação anula condenações por terrorismo e reduz penas a sete arguidos
O caso remonta a 2017 e envolveu um assalto aos Paióis Nacionais de Tancos, de onde desapareceu armamento do Exército Português.
O caso remonta a 2017 e envolveu um assalto aos Paióis Nacionais de Tancos, de onde desapareceu armamento do Exército Português.
Major pede 50 mil euros para pagar parte da sua defesa e do seu sargento, mas à SÁBADO admite que seria necessário "substancialmente muito mais" dinheiro. Até ao momento ainda só reuniu 7% do valor requerido, mas admite ter esperança. "Temos que ter fé, porque a Justiça é feita pelos homens ."
O julgamento do general João Cordeiro por crime de falsidade de testemunho resulta de uma certidão extraída do processo relativo ao assalto ao paiol de Tancos, no qual a acusação refere que o ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira confessou a Vasco Brazão, ex-porta-voz daquela polícia, "ter contado tudo o que sabia" ao então chefe da Casa Militar do Presidente da República.
Azeredo Lopes foi ilibado de todos os crimes a que tinha sido condenado, enquanto João Paulino foi condenado a 8 anos de prisão. Vários condenados vão interpor recurso.
O ex-ministro da defesa socialista foi absolvido dos crimes de denegação de justiça, prevaricação e favorecimento pessoal.
Todos os 23 arguidos do processo de Tancos foram absolvidos de associação criminosa, depois de o tribunal não ter dado o crime como provado.
Em 2017, deu-se o furto das armas do paiol de Tancos, seguido da recuperação do armamento meses depois. Antigo ministro Azeredo Lopes, o antigo diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira e o ex-porta-voz desta instituição militar Vasco Brazão encontram-se entre os 23 arguidos.
Com esta decisão, fica sem efeito a leitura do acórdão, inicialmente agendada para 11 de outubro. No julgamento, com 23 arguidos, está em causa está um conjunto de crimes que vão desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação.
A leitura do acórdão do processo do furto e recuperação das armas do paiol de Tancos, que envolve 23 arguidos, incluindo o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, estava prevista para a próxima segunda-feira no Tribunal de Santarém.
Nas alegações finais de julgamento, a procuradora considerou que o instrutor dos Comandos Ricardo Rodrigues cometeu abuso de autoridade com ofensa à integridade física, com perigo de vida, pedindo ao tribunal que este militar seja punido com pena de prisão até 10 anos.
O processo do furto e recuperação das armas do paiol de Tancos envolve 23 arguidos, incluindo o ex-ministro Azeredo Lopes.
Ministério Público considera que a conduta de Azeredo Lopes neste processo se pautou apenas por uma "omissão do ponto de vista ético".
Ministério Público pede penas de entre dois e dez anos para arguidos. Defesa pede absolvição e atribui mortes a "golpe de calor".
"Nenhum dos homens que está aqui merece ser punido", disse o advogado Alexandre Lafayette. Advogado das famílias defende condenação dos oito arguidos.
O coronel Luis Vieira, acusado de seis crimes em coautoria, entre os quais denegação de justiça e prevaricação, diz que "faria o mesmo" no caso da recuperação do armamento furtado de Tancos, dizendo que a operação "era muito importante para o país".
Ex-investigador da Polícia Judiciária Militar negou ter feito um acordo com o mentor/denunciante do furto de Tancos, o arguido João Paulino.