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Rússia ataca Kiev: "Ucranianos não estão de maus atadas"

Rússia ataca Kiev: "Ucranianos não estão de maus atadas"

O geopolítico Afonso Moura reagiu no NOW a mais um ataque russo contra a Ucrânia, numa altura em que seguem as negociações trilaterais entre Kiev, Moscovo e Washington. "Muitos pensam que quando a Rússia recua - também por causa da pressão das tropas ucranianas - fica mais exposta. Ora, a Rússia recuando e não controlando tanto território nas fronteiras ucranianas de 1991 acaba por conseguir puni-la desde longe. E isso é algo extremamente duro", disse.

A Ucrânia não ficará sozinha

Zelensky vê na integração na UE uma espécie de garantia de segurança, ainda que não compense a não entrada na NATO. É possível sonhar com um cessar-fogo capaz de evitar uma futura terceira invasão russa da Ucrânia (agora para Odessa e talvez Kiev, rumo às paredes da frente Leste da UE)? Nunca num cenário de concessão do resto do Donbass. O invadido a oferecer, pela negociação, ao invasor o que este não foi capaz de conquistar no terreno? Não pode ser. Aberração diplomática que o fraco mediador Trump tenta impor aos ucranianos.

Trump andou a gozar connosco

Trump andou meses a gozar connosco. Não, o Presidente dos EUA nunca teve real intenção de proteger a Ucrânia. A visão da Administração norte-americana sempre foi a de suposta (e totalmente errada) equivalência entre agressor e agredido. O Plano de Paz de 28 pontos foi gizado entre americanos e russos, sem pôr ucranianos e europeus à mesa. Sanções à Rússia? Pressão sobre Putin? Nevoeiro. O comprometimento pró-Kremlin de Trump sempre esteve lá.

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