Greve encerra maioria das escolas do pré-escolar e 1.º ciclo
"Temos uma adesão de 80% à greve", disse o Sindicato de Professores, de Técnicos Superiores, de Assistentes Técnicos e Operacionais.
"Temos uma adesão de 80% à greve", disse o Sindicato de Professores, de Técnicos Superiores, de Assistentes Técnicos e Operacionais.
Segundo dados apurados pela plataforma cívica da metaPROF.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação recebeu hoje os sindicatos para continuar as negociações sobre a recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias de tempo de serviço dos professores com diferentes contrapropostas em cima da mesa.
A equipa liderada pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, recebeu cinco estruturas sindicais que apresentaram as suas reivindicações para o setor.
Cerca de três semanas após o arranque do ano letivo, docentes e educadores voltam a parar para exigir a contabilização integral do tempo de serviço congelado: Seis anos, seis meses e 23 dias.
Professores deixam ainda a promessa de manter a luta no próximo ano letivo, se os problemas se mantiverem.
Com chegada a Faro em 30 de maio, a "caravana pela EN2" incluirá cinco a seis paragens por dia, com ações junto dos professores, encontros com alunos, encarregados de educação e a população em geral, e plenários.
Plataforma de nove estruturas sindicais de professores admite fazer greve caso o Ministério da Educação continue a recusar recuperar o tempo de serviço congelado.
Ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos meses, para esta greve distrital, o ministério não solicitou serviços mínimos.
Organizações sindicais dizem que confirmaram as suas "piores expectativas" na reunião técnica, realizada no passado dia 13 de abril, sobre as carreiras docentes.
As organizações sindicais entendem que há "lugar a diligências que as instâncias europeias poderão desenvolver", apesar de considerarem que "os problemas que afetam os professores tenham de ser resolvidos pelas instâncias de poder nacional, designadamente Governo e Assembleia da República".
Gravidade da situação que se está a viver na Educação e aos problemas que afetam os professores motivaram decisões dos sindicatos.
É a quarta ronda negocial para a revisão do regime de recrutamento e mobilidade de pessoal docente. Ministro da Educação e secretário de Estado vão sentar-se à mesa com todas as organizações.
Nove organizações sindicais de professores vão apresentar os motivos que motivam os protestos dos docentes.
É a resposta do Governo ao processo de infração aberto por Bruxelas em novembro de 2021, que acusou Portugal de tratamento discriminatório.
Um dos critérios relativos à autorização dos pedidos de mobilidade prevê que os docentes mantenham nos seus horários pelo menos seis horas de componente letiva, uma imposição que mereceu a crítica dos sindicatos.