O ponto de não-retorno da imigração
A imigração é, agora, uma característica essencial da sociedade portuguesa.
A imigração é, agora, uma característica essencial da sociedade portuguesa.
Ficam por averiguar as causas e medidas relevantes do aumento da taxa de mortalidade infantil, dizem médicos especialistas, que aconselham contra "leituras eleitoralistas" e "soundbites" em época de campanha.
O envelhecimento da população e a queda da natalidade são desafios centrais para o futuro de Portugal. Na keynote “A Nova Demografia a Transformar-nos”, Gonçalo Saraiva Matias, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, destacou a urgência de repensar as políticas públicas e os serviços de saúde.
Uma das maiores especialistas em demografia explica que estamos a desperdiçar os mais velhos e a empurrá-los para o isolamento. A professora universitária aponta ainda as vantagens das migrações.
O desagravamento do saldo natural negativo, de 40.640 em 2022 para 32.596 em 2023, resulta de um aumento no número de nascimentos e de uma queda no número de óbitos.
O plano apresentado para referendo propõe modificar a Constituição, estipulando que "a população permanentemente residente da Suíça tem de ser passar a ser inferior a 10 milhões de pessoas até ao ano 2050".
Segundo o INE, já em maio o número de nados-vivos tinha sido superior ao mesmo mês de 2022, com um total de 7.244, um acréscimo de 4,2%.
No total, realizaram-se 1.656 casamentos em janeiro de 2023.
Segundo os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), foram estudados 83.436 recém-nascidos em 2022, um aumento de 5,3% relativamente a 2021 (79.217), ano em que Portugal registou o menor número de nascimentos.
As mortes atribuídas à covid-19, em outubro deste ano foram 183, 2% do total de óbitos e menos 39 óbitos relativamente a setembro, quando comparado com o período homólogo.
Nos primeiros seis meses deste ano, a natalidade foi inferior à de 2020 e à dos anos anteriores, pelo que se mantém a tendência de quebra de nados-vivos desde julho do ano passado. Por outro lado, em junho manteve-se a tendência de aumento de casamentos.
O momento que vivemos, pela sua imprevisibilidade, incerteza e insegurança associada, é propício a uma maior fixação no tempo presente e a um adiamento de decisões com forte impacto no futuro como a maternidade e paternidade.
Em 2020, a população ficou ainda mais envelhecida, com uma proporção de 167 idosos, com 65 e mais anos, para cada 100 jovens, dos 0 aos 14 anos.
Em janeiro nasceram com vida 5.912 crianças e em fevereiro, 5.651.
Portugal perdeu perto de 40 mil pessoas em 2020 só pela diferença entre nascimentos e óbitos no ano passado, um valor bem superior ao registado no ano anterior devido ao impacto da pandemia. Veja como evoluíram os nascimentos, óbitos e saldo natural em todos os concelhos do país.
O Governo tem a obrigação de garantir que "têm os mesmos direitos que os portugueses", defende a secretária de Estado.