Comissão diz que 379 presos políticos receberam amnistia na Venezuela
Presos políticos terão recebido amnistia entre sexta-feira à noite e este sábado de manhã.
Presos políticos terão recebido amnistia entre sexta-feira à noite e este sábado de manhã.
Dezenas de familiares e ativistas concentraram-se, este sábado, junto à prisão El Helicoide, em Caracas, para exigir a libertação imediata dos seus entes detidos por motivos políticos.
Delcy Rodríguez defende a realização de uma "grande consulta nacional" para construir um novo sistema de justiça no país.
Governo afirma que 116 saíram em liberdade mas não revela os nomes.
Diógenes Angulo foi libertado da prisão e voltou a abraçar a família, sem saber ainda que Nicolás Maduro tinha sido afastado do poder dias antes. A sua libertação acontece num contexto de libertações de presos políticos que o governo venezuelano diz visar a “pacificação” do país, após pressão dos Estados Unidos.
Segundo o balanço mais recente da Foro Penal, o número de presos políticos incluía 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade, entre os quais cinco lusovenezuelanos.
O dirigente da oposição venezuelana, que vive exilado em Espanha, na sequência das eleições de 2024, fez "um apelo sereno e claro" sublinhando "que o seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024".
Os dados, segundo o FP, não incluem ainda as todas as pessoas que foram detidas e libertadas ou que estão a ser mantidas em detenção de curta duração (48 horas).
Além do luso-venezuelano Williams Dávila, encontram-se detidos outros três cidadãos portugueses com dupla nacionalidade.
As trocas estão em curso no aeroporto de Ancara e na fronteira entre o exclave russo de Kaliningrad e a Polónia e envolvem 26 presos políticos, agentes secretos e detidos por delitos comuns.
Depois das datas redondas, não tem havido atenção ao campo de concentração, considera o antigo embaixador cabo-verdiano Luís Fonseca.
36 pessoas morreram no campo de concentração. A maioria, 32, eram portugueses que contestavam o regime fascista.
A agência Mizan indicou este sábado que, depois de investigar as alegações de 15 presos políticos, a secção 55 do Tribunal Geral e Legal de Teerão decidiu que Washington deve pagar uma quantia de 1.091 milhões de dólares por "danos materiais, morais e punitivos".
Aquilo que era impensável no Estado Novo tornou-se possível depois da revolução. Doze personalidades contam à SÁBADO aquilo que puderam fazer depois de derrubada a ditadura. Usar minissaias, ver a família, apoiar os presos políticos ou simplesmente regressar a Portugal.
Ex-preso da PIDE e advogado de vários presos políticos, foi um dos mais destacados ativistas e opositores ao Estado Novo. Estava nas ruas de Lisboa no grande dia. A 27 de abril de 1974 escreveu no jornal República tudo o que sentiu. Recordamos essa crónica, 50 anos depois.
Defendeu presos políticos como o comunista Domingos Abrantes. Spínola considerou-o um perigoso esquerdista e o embaixador dos EUA Carlucci descreveu-o como “fala-barato”. Enfureceu várias vezes Soares e avançou para a câmara de Lisboa quando ninguém no PS queria.