Cuba abre novos setores da economia à iniciativa privada
As novas medidas inserem-se no programa de reformas económicas aprovado recentemente pela Assembleia Nacional do Poder Popular.
As novas medidas inserem-se no programa de reformas económicas aprovado recentemente pela Assembleia Nacional do Poder Popular.
Na última sexta-feira o grupo hoteleiro Meliá despediu-se de Cuba. Era um dos últimos resistentes, depois de várias outras cadeias e companhias aéreas terem abandonado a operação nesta ilha das Caraíbas. Mais de 65 anos depois do embargo iniciado pelos EUA, o país enfrenta um dos piores momentos da sua história.
O chefe de Estado defendeu que a comunidade internacional deve ser solidária com Cuba, alertando que Washington pode replicar este tipo de pressão noutros países.
Fragilizada por crises sucessivas e sob o peso das sanções norte‑americanas, Cuba volta a mexer na sua economia. O presidente Miguel Díaz‑Canel anunciou uma nova reforma económica, uma resposta que, como explica o politólogo José Filipe Pinto, representa “uma tentativa desesperada de Díaz‑Canel de evitar uma intervenção política dos Estados Unidos”.
As medidas dizem respeito à organização das empresas privadas e estatais, bancos, turismo, agricultura, investimentos estrangeiros, impostos, salários e mercado cambial.
Proíbem transações financeiras e comerciais com as pessoas e entidades designadas, cujos bens sob jurisdição dos Estados Unidos ficam congelados.
Cuba recebeu na semana passada as primeiras 15 mil toneladas de arroz, de um novo donativo de 60 mil toneladas no total, entregue por Pequim como assistência alimentar de emergência perante a grave crise económica na ilha.
Chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodríguez, esteve reunido com António Guterres.
O republicano elogiou o papel do chefe da diplomacia norte-americana, o secretário de Estado Marco Rubio, de ascendência cubana, quando questionado sobre as ações de Washington em relação à ilha.
Ratcliffe deslocou-se à capital cubana Havana para manter conversações diretas com funcionários do Ministério do Interior e responsáveis pelos serviços de informação da ilha.
As provas apresentadas pela delegação cubana "demonstram categoricamente que a ilha não representa qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA".
Desde janeiro que Washington pressiona Cuba para abrir significativamente a economia e reformar o seu sistema político, aplicando novas sanções e fazendo até ameaças de intervenção militar.
Trump referiu-se à possibilidade de os Estados Unidos “assumirem o controlo” de Cuba num futuro próximo, chegando mesmo a sugerir uma hipotética intervenção militar após o fim de uma ofensiva contra o Irão.
O ministro da Energia russo referiu que a decisão foi tomada após uma reunião realizada em São Petersburgo com representantes cubanos.
As tensões entre os Estados Unidos e Cuba intensificaram-se este ano, após a captura e a detenção do anterior Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, por parte das forças norte-americanas, num ataque em Caracas.
Estes comentários surgem apenas um dia depois do Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ter criticado Washington por ameaçar "quase diariamente derrubar" o Governo da ilha e pretender "apropriar-se do país".