Trump diz que está a negociar com líderes de Cuba após embargo petrolífero
Após a captura de Nicolás Maduro, Trump colocou sob controlo norte-americano o setor petrolífero venezuelano, que tem sido o principal fornecedor de petróleo a Cuba
Após a captura de Nicolás Maduro, Trump colocou sob controlo norte-americano o setor petrolífero venezuelano, que tem sido o principal fornecedor de petróleo a Cuba
Em profunda crise energética e económica, Cuba tem dependido fortemente da ajuda estrangeira e de carregamentos de petróleo de aliados como o México, a Rússia e, anteriormente, a Venezuela.
Trump disse recentemente que o governo cubano está prestes a cair e que a ilha não receberia mais carregamentos de petróleo da Venezuela após uma operação militar norte-americana ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro.
O governo da Venezuela aprovou a revisão da Lei Orgânica dos Hidrocarbonetos, abrindo o setor petrolífero do país à iniciativa privada.
Trump está a pressionar o Irão a assinar um acordo com os EUA para travar as suas aspirações nucleares ou enfrentar uma intervenção militar. A perspetiva de um conflito e possíveis disrupções no abastecimento de crude estão a levar os preços do petróleo a dispararem.
A declaração ocorre num contexto em que Caracas e Washington atravessam uma nova etapa das suas relações bilaterais, marcada pelo interesse de Trump no petróleo venezuelano.
A moeda oficial da Venezuela é o bolívar, mas o dólar norte-americano, e ocasionalmente o euro, são utilizados como referência para a fixação de preços de bens e serviços.
Donald Trump, que tinha ameaçado intervir no Irão, suavizou o tom na quarta-feira durante um evento na Casa Branca.
As cotações do "ouro negro" estão a recuar 3,3%, isto depois de os EUA terem sinalizado que vão adiar uma ação militar em Teerão.
Delcy Rodríguez indicou que está a trabalhar num plano especial para a área da saúde.
Plano norte-americano implica, numa primeira fase, a refinação e a venda do petróleo venezuelano, seguindo-se a abertura às petrolíferas dos EUA e de outros países. Transição do regime é última etapa.
Após a captura do homólogo venezuelano, Nicolás Maduro.
Apesar de Moscovo ser afetado por estas ações militares, uma vez que parte do seu petróleo era proveniente da Venezuela, esta operação poderá jogar a seu favor. A captura de Maduro tornará mais difícil a possibilidade de outros países condenarem a sua ofensiva na Ucrânia.
Dinheiro será depositado em contas americanas para protegê-lo de potenciais credores da Venezuela. EUA voltam a admitir que estão a usar o crude do país como um ponto de pressão política e comercial.
Presidente adiantou que o dinheiro, que vai controlar pessoalmente, será usado "em benefício do povo da Venezuela e dos EUA".
A UE mostra-se "medrosa" em enfrentar o "jacaré norte-americano", mas deve fazê-lo, este ano, se quer salvar a ordem internacional. O antigo ministro da Economia lembra ainda que o excesso de petróleo atual é tal que seria possível parar a produção por três meses.