Pais de alunos sem turma admitem colocar anúncio "Procura-se professor primário"
Turma de quarto ano da Escola Básica Rainha Santa Isabel, em Lisboa, continuam sem docennte.
Turma de quarto ano da Escola Básica Rainha Santa Isabel, em Lisboa, continuam sem docennte.
Autarquia governada pela AD e Chega pagou 175 mil para festa de inauguração de uma escola e 530 mil por festival "pela paz" que durou uma noite com o padre Guilherme.
Estão ainda por preencher dois mil horários, a maioria em Lisboa e Setúbal.
A líder parlamentar do partido, Paula Santos, justificou o agendamento com a "necessidade de respostas para a resolução dos problemas da escola pública", criticando um regresso às aulas em que as dificuldades persistem e "estão a agravar-se".
"Continuam a surgir diariamente novos pedidos de inscrição", situação que, segundo alegou, ocorre há vários anos e ao longo de todo o ano letivo.
Partido considera que esta é uma "situação grave" e que os responsáveis políticos "têm de ser responsabilizados".
Fernando Alexandre garante que "estão todos a ser colocados" e que a falta de professores está a ser revolvida.
Reforma é prometida há muito e defendida por especialistas. É assim na maioria da Europa, mas Portugal tem uma história diferente.
De acordo com Fernando Alexandre, "a grande maioria destes casos são casos de matrículas tardias, ou seja, que surgiram há duas semanas e na semana passada".
Para Mariana Leitão, "o ensino obrigatório, obviamente, tem que ter vagas para os alunos", mas não é tempo de "especular sobre o que é que se passou".
Questionado sobre o arranque do ano escolar, José Luís Carneiro referiu ser "a primeira vez que acontece na escola pública as crianças chegarem ao início do ano letivo e não terem escola".
Considera escandaloso que haja centenas de alunos sem colocação no ensino público.
Fernando Alexandre admitiu que a "falta dos professores vamos tê-la durante alguns anos".
Em vez de procurar combater os reais problemas, tanto este governo como o anterior, ambos liderados por Luís Montenegro, apenas criam, de forma continuada e avassaladora, novos problemas e escândalos.
No passado ano letivo, a proibição era obrigatória apenas entre os alunos do 1.º e 2.º ciclos, mas cerca de metade das escolas de 3.º ciclo decidiram também proibir os 'smartphones'.
Entre os mais de 60 mil candidatos, 49.991 jovens conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.