Vida Justa diz que pena suspensa para polícia que matou Odair continua “cultura de impunidade”
"É uma validação de que a morte das pessoas negras e pobres da classe trabalhadora não constitui uma perda social”, diz Flávio Almada.
"É uma validação de que a morte das pessoas negras e pobres da classe trabalhadora não constitui uma perda social”, diz Flávio Almada.
Conhecido como “o polícia antirracista”, tornou-se incómodo por apontar o dedo ao preconceito no interior da PSP. O caso da esquadra do Rato devolve à memória as denúncias.
newsletter de dia 20 de maio
No caso da esquadra do Rato, as vítimas foram escolhidas a dedo: imigrantes sem documentos, toxicodependentes, sem-abrigo, pessoas que o próprio Ministério Público descreve como "os seres humanos mais fragilizados".
A conclusão do autor resumia-se numa frase: “Se se puserem maçãs boas numa situação podre, ficamos com maçãs podres.” Por isso, quem tem poder – como as polícias – tem de ser enquadrado em salvaguardas institucionais à prova da escalada individual, ou grupal, para o abismo.
Os depoimentos das vítimas e os vídeos que mostram a tortura na esquadra do Rato, em Lisboa. E ainda: entrevistas a Moita Flores (tem novo livro) e Marisa Liz (novo disco) e os seguros para cães e gatos.
E ainda o filete de Miguel Albuquerque e o lixo nas ruas em Benfica
Horas de crueldade e sadismo dentro do posto da polícia, numa das zonas nobres de Lisboa. Um dos principais suspeitos denunciou colegas e práticas que lhe foram “instruídas” pelos mais velhos, como dar um “tratamento” a determinados detidos. Algumas agressões acabaram publicadas em grupos de WhatsApp para deleite dos seus participantes. “Uma forma de afirmação de poder e domínio absoluto sobre as pessoas”, escreveu a juíza de instrução.
Luís Neves já tinha admitido, esta quarta-feira, o encerramento de esquadras da PSP em algumas zonas urbanas.
A PSP referiu também que se seguirão "diligências em termos processuais penais e disciplinares para apuramento dos factos imputados ao suspeito".
A PSP refere também que "seguir-se-ão diligências em termos processuais penais e disciplinares para apuramento dos factos imputados ao suspeito".
Newsletter de segunda-feira
Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 polícias e prisão domiciliária para outros três. Para os restantes, foi solicitada a suspensão de funções.
Em causa estão crimes de tortura e violações.
A identificação dos detidos decorreu de manhã e durante a tarde de hoje decorrerá o interrogatório dos 14 arguidos que se encontram detidos no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
Muitos dos abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.