Cerca de 100 concelhos de 12 distritos do continente em perigo máximo de incêndio
O perigo de incêndio rural vai agravar-se e manter-se muito elevado pelo menos até segunda-feira.
O perigo de incêndio rural vai agravar-se e manter-se muito elevado pelo menos até segunda-feira.
Há cerca de uma semana que vários países da Europa lidam com um fenómeno chamado "a cúpula do calor", responsável por uma onda de calor que já provocou mortes, incêndios e recordes de temperaturas.
Terça e quarta-feira serão os dias mais quentes da semana, com temperaturas máximas que podem situar-se entre os 23 e 26 graus Celsius no Algarve, Alentejo, Vale do Tejo e Vale do Douro.
Vários países como Espanha, Japão, Austrália e várias províncias da China anunciaram esta semana terem medido níveis históricos de calor relativos ao mês de agosto.
Com tanta mudança, oxalá os europeus acordem rapidamente do torpor da época estival porque a rentrée política em Bruxelas promete ser tão quente como o verão que agora termina.
A segunda maior cidade de Espanha atingiu na terça-feira os 40ºC. O último recorde havia sido estabelecido há 42 anos, quando o país registou os 39,8ºC.
Recorde foi batido em dois dias consecutivos e pode não ficar por aqui. Inverno no hemisfério sul não impediu temperaturas elevadas.
O mês mais quente alguma vez registado até agora foi julho de 2019. "A era da ebulição global chegou", avisou o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Seis pessoas foram levadas para o hospital com problemas respiratórios mas todas receberam alta depois do tratamento, uma pessoa partiu a perna durante a evacuação de um hotel e permanece hospitalizada, assim como uma grávida.
A temperatura média global atingiu 17,01 graus Celsius no dia 3, dizem cientistas norte-americanos. Foi a primeira vez que a temperatura média mundial superou os 17ºC.
Segundo Patrícia Gomes, segunda-feira será o dia mais quente com as temperaturas a variar entre os 28 e os 29 graus e acima dos 30 em alguns locais, sendo que no Vale do Tejo e Alentejo, serão valores próximos dos 34 graus.
No Reino Unido as temperaturas passaram, pela primeira vez, os 40ºC. Em Portugal, os termómetros chegaram aos 46ºC e, em França, dezenas de municípos enfrentaram as temperaturas mais altas de sempre.
Direção-Geral da Saúde alerta que temperaturas extremas provocaram excesso de mortalidade de 1.063 óbitos entre 07 e 18 de julho.
Esta segunda-feira, 18 pode ser o dia mais quente de sempre. São esperadas temperaturas acima dos 40ºC.
Circulação em florestas e a realização de queimadas continua a não ser permitida apesar de o País ter saído da situação de contingência.
Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 38 mil hectares, cerca de 25.000 dos quais na última semana.