André Ventura diz que Chega "não se vende, nem verga" após votar contra reforma laboral
"Ou aceitam proteger quem trabalha, ou aceitam corrigir a imoralidade da idade da reforma e das reformas milionárias, ou não contam connosco!", indicou.
"Ou aceitam proteger quem trabalha, ou aceitam corrigir a imoralidade da idade da reforma e das reformas milionárias, ou não contam connosco!", indicou.
Proposta de lei do Governo foi rejeitada na generalidade.
Na terça-feira, Luís Montenegro reuniu-se - pela segunda vez em menos de uma semana - com o líder do Chega .
Montenegro desafiou então quem tivesse um "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se, no que foi interpretado como uma resposta a Pedro Passos Coelho, numa altura em que o antigo presidente social-democrata iniciava uma série de intervenções críticas para o Governo PSD/CDS-PP.
A líder da IL afirmou que está surpreendida e que "não fazia ideia que isto se estava a passar nestes moldes", esperando que "justiça faça o seu trabalho".
A líder parlamentar do Livre questionou o chefe do executivo sobre o calor extremo que tem atingido o país e a limpeza de terrenos, uma vez que o país está a entrar na época de incêndios.
No debate deverá voltar a ser tema a proposta de lei do Governo de revisão das leis laborais.
O PCP já tinha anunciado que vai propor no parlamento um aumento intercalar de 50 euros para todas as pensões a partir de 01 de julho.
O Grupo Parlamentar quer que esta proposta abranja todos os pensionistas e refere que, "ao contrário dos suplementos extraordinários que os governos têm decidido, consolida no montante global de cada pensão e no cálculo da sua evolução futura".
Montenegro defendeu a necessidade de aumentar a produtividade do país e argumentou que esse crescimento será um dos resultados do conjunto de alterações à lei laboral proposto pelo Governo.
O primeiro-ministro e o líder do Chega trocaram acusações em torno do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
O último debate quinzenal, realizado a 15 de abril, ficou marcado pelas críticas da oposição à forma como o Governo tem respondido ao aumento dos preços dos combustíveis e bens essenciais na sequência da guerra no Irão e pela legislação laboral, temas que deverão voltar à discussão parlamentar.
Líder do PS criticou também a decisão de reduzir o desconto no ISP do gasóleo e a "imoralidade do Estado" ganhar dinheiro com a crise.
Líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, considerou que o Governo "podia ter ido mais longe" no combate ao aumento dos preços.
Líder do Chega referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
Primeiro-ministro voltou a ser alvo de críticas por parte de André Ventura e anunciou três novas medidas de apoio aos portugueses.