Irão: Portugal e Arábia Saudita defendem livre circulação no estreito de Ormuz
Lisboa e Riade defendem que deve ser cumprido o Direito do Mar e o regresso "à situação de liberdade de navegação" em Ormuz, antes do conflito no Médio Oriente.
Lisboa e Riade defendem que deve ser cumprido o Direito do Mar e o regresso "à situação de liberdade de navegação" em Ormuz, antes do conflito no Médio Oriente.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros vão decidir se cortam todas as relações comerciais com os colonatos israelitas na Cisjordânia, uma medida que precisa de ser aprovada por unanimidade.
O reconhecimento e denúncia de genocídios tornou-se num jogo político cínico, evidente, por exemplo, na esquiva de Israel a reconhecer o genocídio arménio para não prejudicar as relações com Turquia e Azerbaijão, vitais na gestão de interesses na Síria e no confronto com o Irão.
A medida anunciada proíbe não só a importação, mas também o trânsito de mercadorias originárias dos colonatos, devendo as empresas neerlandesas no estrangeiro também cumpri-la.
O partido que lidera, a Fatah, iniciou o primeiro congresso do movimento em 10 anos, em que irá eleger um novo comité central.
Sete colonos extremistas ou suas organizações são alvos de sanções, assim como 12 elementos do movimento islamita palestiniano Hamas.
As sanções estavam a ser unicamente bloqueadas pelo Governo da Hungria de Viktor Orbán, que foi derrotado nas eleições legislativas de 12 de abril. Este sábado, o novo executivo húngaro, liderado por Péter Magyar, tomou posse, sendo expectável que levante o veto.
A decisão pode elevar para 103 o número total de colonatos construídos ou legalizados desde que o atual Governo assumiu o poder em dezembro de 2022, um número significativamente superior aos seis aprovados pelas autoridades nos 30 anos anteriores.
Mais de 500 mil israelitas vivem na Cisjordânia, excluindo Jerusalém Oriental, entre cerca de três milhões de palestinianos, em colonatos que as Nações Unidas consideram ilegais à luz do direito internacional.
Portugal é um dos países que considera "inaceitável" a expansão de colonatos em áreas sob o controlo da Autoridade Palestiniana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungia, Peter Szijjarto, anunciou que iria bloquear a adoção desse pacote, acusando a Ucrânia de impedir entregas de petróleo russo ao seu país através do oleoduto Druzhba.
A área E1 abrange cerca de 3% de toda a Cisjordânia ocupada e cria um triângulo entre Jerusalém, Belém e Ramallah.
O impacto da guerra em Gaza nos territórios palestinianos ocupados na Cisjordânia é bastante visível em cidades, como Belém, onde a maioria dos locais dependem de negócios ligados ao turismo e a taxa de desemprego na cidade aumentou de 14% para 64% durante a guerra.
A expansão de colonatos foi aprovada hoje pelo Gabinete de Segurança de Israel por proposta do ministro das Finanças, o ultrarradical nacionalista Bezalel Smotrich, e do ministro da Defesa, Israel Katz.
A decisão incluiu a legalização retroativa de alguns postos avançados ou bairros de colonatos já existentes bem como a criação de novos em terrenos de onde os palestinianos foram evacuados.
De acordo com o cessar-fogo acordado com o Hamas, em vigor desde 10 de outubro, as tropas israelitas deverão retirar-se da Faixa de Gaza de forma faseada, após uma retirada inicial dentro do território delimitado pela “linha amarela”.